Famílias portuguesas recorrem a crédito para pagar alimentação

O número de famílias portuguesas que recorrem a créditos para pagar despesas essenciais, como as compras do supermercado, está a aumentar significativamente.

© D.R

A TVI avançou que, segundo um relatório recente, cada vez mais pessoas utilizam o crédito ao consumo para fazer face às despesas mensais, numa altura em que a inflação continua a pressionar os orçamentos familiares.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços estão 16,2% acima dos valores de 2021, incluindo os produtos energéticos que aumentaram15,3% e a conta do supermercado está 27% mais cara.

Com o aumento dos preços dos bens alimentares e dos produtos essenciais, muitas famílias encontram-se numa situação financeira crítica, sem conseguir equilibrar os rendimentos com os custos de vida. Esta situação tem levado a um crescimento do recurso a créditos, uma solução vista por muitos como uma medida de última instância para cobrir as despesas básicas.

Especialistas alertam para os riscos deste comportamento, sublinhando que o aumento da dependência de crédito pode agravar a situação financeira das famílias no longo prazo. O endividamento excessivo, aliado a uma possível subida das taxas de juro, poderá deixar muitas famílias numa situação de sobre-endividamento, tornando ainda mais difícil a recuperação financeira.

Além disso, organizações de apoio social têm registado um aumento nos pedidos de ajuda por parte de famílias que não conseguem fazer face às despesas diárias.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.