Famílias portuguesas recorrem a crédito para pagar alimentação

O número de famílias portuguesas que recorrem a créditos para pagar despesas essenciais, como as compras do supermercado, está a aumentar significativamente.

© D.R

A TVI avançou que, segundo um relatório recente, cada vez mais pessoas utilizam o crédito ao consumo para fazer face às despesas mensais, numa altura em que a inflação continua a pressionar os orçamentos familiares.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços estão 16,2% acima dos valores de 2021, incluindo os produtos energéticos que aumentaram15,3% e a conta do supermercado está 27% mais cara.

Com o aumento dos preços dos bens alimentares e dos produtos essenciais, muitas famílias encontram-se numa situação financeira crítica, sem conseguir equilibrar os rendimentos com os custos de vida. Esta situação tem levado a um crescimento do recurso a créditos, uma solução vista por muitos como uma medida de última instância para cobrir as despesas básicas.

Especialistas alertam para os riscos deste comportamento, sublinhando que o aumento da dependência de crédito pode agravar a situação financeira das famílias no longo prazo. O endividamento excessivo, aliado a uma possível subida das taxas de juro, poderá deixar muitas famílias numa situação de sobre-endividamento, tornando ainda mais difícil a recuperação financeira.

Além disso, organizações de apoio social têm registado um aumento nos pedidos de ajuda por parte de famílias que não conseguem fazer face às despesas diárias.

Últimas de Economia

O CHEGA/Açores alertou hoje para o desinvestimento do Governo Regional na ilha de São Miguel, destacando que o investimento por habitante previsto para 2027 é de 2.739 euros, inferior à média regional de 4.099 euros.
O sentimento económico na União Europeia e na zona euro recuou em outubro pelo segundo mês consecutivo, com uma quebra de 0,6 nas duas áreas face a setembro, fixando-se nos 96,9 pontos, divulgou hoje a Comissão Europeia.
Com os preços dos combustíveis e dos alimentos a pressionarem os orçamentos familiares e a habitação a continuar inacessível para muitos, o ministro das Finanças apresenta um retrato mais otimista: os portugueses têm melhores salários, maior poder de compra e vivem melhor do que em 2024.
O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.