Famílias portuguesas recorrem a crédito para pagar alimentação

O número de famílias portuguesas que recorrem a créditos para pagar despesas essenciais, como as compras do supermercado, está a aumentar significativamente.

© D.R

A TVI avançou que, segundo um relatório recente, cada vez mais pessoas utilizam o crédito ao consumo para fazer face às despesas mensais, numa altura em que a inflação continua a pressionar os orçamentos familiares.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços estão 16,2% acima dos valores de 2021, incluindo os produtos energéticos que aumentaram15,3% e a conta do supermercado está 27% mais cara.

Com o aumento dos preços dos bens alimentares e dos produtos essenciais, muitas famílias encontram-se numa situação financeira crítica, sem conseguir equilibrar os rendimentos com os custos de vida. Esta situação tem levado a um crescimento do recurso a créditos, uma solução vista por muitos como uma medida de última instância para cobrir as despesas básicas.

Especialistas alertam para os riscos deste comportamento, sublinhando que o aumento da dependência de crédito pode agravar a situação financeira das famílias no longo prazo. O endividamento excessivo, aliado a uma possível subida das taxas de juro, poderá deixar muitas famílias numa situação de sobre-endividamento, tornando ainda mais difícil a recuperação financeira.

Além disso, organizações de apoio social têm registado um aumento nos pedidos de ajuda por parte de famílias que não conseguem fazer face às despesas diárias.

Últimas de Economia

Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal mais elevada, numa média de 39,7 horas por semana, só ultrapassado pela Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária, indica uma análise da Pordata.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar em média 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a encarecer 6,5 cêntimos.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 15,9% até fevereiro, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 13,3% e o consumo de cimento diminuiu 9,8%, segundo a AICCOPN.
A taxa de inflação anual da zona euro teve, em abril, um aumento mensal de 0,4 pontos percentuais para os 3,0%, puxada pelo segundo mês pela forte subida dos preços da energia, estimou hoje o Eurostat.
Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em abril para o valor mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o clima económico aumentou, depois de ter diminuído em março.
A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.