André Ventura insultado no plenário por deputados do PSD

No encerramento do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2025, a intervenção de André Ventura foi interrompida pelas reações de algumas bancadas.

© Folha Nacional

O Presidente do CHEGA criticava as prioridades da proposta orçamental do Executivo de Luís Montenegro, afirmando que se tratava de “um Governo tão ladrão como era ladrão o anterior”, referindo-se ao governo socialista.

A afirmação de André Ventura baseou-se no facto de que este Governo concede benefícios, mas depois retira mais impostos indiretos aos portugueses, ou, como diria André Ventura, “tira de um lado para dar no outro”.

Perante tal afirmação, ouviram-se no plenário insultos como “escumalha” e “miseráveis,” principalmente vindos dos deputados do PSD, Miguel Santos e Carlos Reis. O Presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, foi forçado a intervir, solicitando que os deputados “se abstenham de linguagem e gestos inapropriados,” argumentando que, naquele momento, alunos de escolas estavam a assistir aos trabalhos parlamentares.

André Ventura aproveitou para retomar a sua intervenção, afirmando ser positivo que os alunos estivessem a assistir para que pudessem perceber em que estado está o país, referindo-se ao comportamento inaceitável dos deputados que recorreram a insultos e gestos infelizes sem respeitar a opinião do Presidente do CHEGA, mostrando até alguma falta de sentido democrático.

Últimas de Política Nacional

De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.
O líder do CHEGA revelou hoje que falou com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre as Lajes e indicou que deu a sua concordância à utilização da base para abastecimento ou apoio e não para ataque ao Irão.
O CHEGA vai propor a proibição da entrada de migrantes dos países afetados pelo conflito no Médio Oriente, além da isenção de IVA para os bens alimentares essenciais e um mecanismo temporário para a redução do preço dos combustíveis.
O presidente do CHEGA lamentou hoje que a diplomacia tenha falhado no conflito que opõe Estados Unidos da América e Israel ao Irão, mas considerou que o regime iraniano teve "uma certa culpa" e espera uma mudança no país.
O presidente do CHEGA, André Ventura, propôs hoje a criação de uma comissão no parlamento dedicada à reforma do Estado presidida pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, e rejeitou que o social-democrata seja uma ameaça ao seu partido.
Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.
O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.