ASPP pede mais investimento para reforço do modelo de policiamento de proximidade

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, alertou hoje que é preciso haver um reforço do investimento por parte do poder político para aprofundar o modelo de policiamento de proximidade.

© Facebook da ASPP / PSP

“É imprescindível o poder executivo, face às dinâmicas sociais e às dificuldades das polícias, investir no policiamento de proximidade, mas não descurar a componente reativa e o apetrechamento necessário para que colegas dos carros de patrulha, equipas de intervenção rápida e todos aqueles que estão na primeira linha de atuação possam ser apetrechados com bodycams, tasers e todas as condições necessárias para desempenhar um bom serviço”, disse.

Paulo Santos falava aos jornalistas no final do primeiro congresso da ASPP/PSP, que decorreu durante este fim de semana na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, sublinhando “a relevância” do evento por colocar na agenda pública o policiamento de proximidade.

“Queremos que este modelo de policiamento de proximidade possa ter uma configuração política que fique acima daquilo que é a realidade das polícias, para termos uma polícia mais capaz”, frisou, continuando: “Temos de ter uma perspetiva e uma consciência cívica que os investimentos a serem feitos, juntamente com a formação e dignificação das carreiras, podem ajudar em muito o serviço policial que prestamos às populações”.

No entanto, Paulo Santos recusou ingenuidades e assumiu que o investimento no curto prazo não vai ter resultados imediatos.

O presidente da ASPP foi ainda questionado sobre as declarações da subintendente da PSP Aurora Dantier, que, na véspera, admitiu que ainda existia alguma resistência dentro da própria força de segurança em relação ao modelo de policiamento de proximidade, em especial pelos agentes mais velhos. Para Paulo Santos, não é uma questão de mudança de mentalidade, mas, sim, de falta de concretização plena deste modelo.

“Essa interpretação que existe por parte de muitos polícias decorre daquilo que é a falta de investimento. Não do modelo em si, mas daquilo que é a realidade de um modelo que já existe, mas que tem tido uma pratica muito curta para aquilo que era necessário. Não podemos ter alocados 5% do efetivo policial ao modelo de proximidade, temos de ter mais gente”, observou.

O dirigente sindical procurou também tranquilizar alguns colegas e clarificou que o modelo preconizado pela ASPP “não contraria a capacidade reativa de respostas aos fenómenos criminais”, mas que a polícia também não pode passar ao lado dos fatores sociais.

Também presente no encerramento do congresso esteve o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, que partilhou a visão de uma polícia de proximidade, conforme foi defendido no evento, e realçou que o Ministério Público também vai procurar “melhorar a imagem junto do cidadão”.

“Numa sociedade dominada pelas desigualdades, a polícia de proximidade é fundamental. Com uma maior visibilidade da PSP junto delas, as pessoas sentem-se mais seguras, mais confiante e este trabalho aumenta a perceção de segurança. É óbvio que é preciso uma boa gestão de recursos humanos, porque os meios são escassos”, sintetizou, concluindo: “O nosso objetivo final é servir as pessoas, em particular as mais vulneráveis: crianças, jovens e idosos”.

Últimas do País

O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou hoje o homem acusado de matar à pancada uma mulher e a ter deixado seminua numa valeta a 16 anos de prisão e ao pagamento de 150 mil euros de indemnização.
Momentos de terror viveram-se esta quarta-feira na Escola Básica da Trafaria, em Almada, depois de vários homens alegadamente armados com caçadeiras e facas terem entrado no recinto escolar e efetuado disparos para o ar. Alunos foram fechados nas salas e houve cenas de choro, vómitos e pânico generalizado.
A PSP deteve nos últimos dias no Aeroporto de Lisboa 14 pessoas através do controlo fronteiriço por posse de documentos falsos, auxílio à imigração ilegal e um mandado de detenção europeu por tráfico de droga, foi hoje divulgado.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) concorda com a redução do número mínimo de provas de ingresso para acesso ao ensino superior, mas avisa que eventuais alterações devem ser divulgadas "quanto antes" para que os alunos possam preparar-se.
O INEM redefiniu o modelo de formação, concentrando na Escola Nacional de Bombeiros a dos tripulantes e ambulância, e as escolas médicas deixam de estar envolvidas, o que desagrada aos técnicos de emergência pré-hospitalar.
O Tribunal Judicial de Leiria condenou hoje um homem na pena única de sete anos de prisão por dois crimes de furto, um dos quais tentado, cinco crimes de falsificação de documento e um crime de burla qualificada.
Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) alertaram hoje para mensagens de telemóvel e 'sites' fraudulentos a solicitar pagamentos indevidos, salientando que os serviços do SNS 24 são gratuitos para todos os cidadãos.
Quase 2.800 utentes estavam internados nos hospitais públicos, a meio de janeiro, à espera de resposta social ou de vaga em cuidados continuados, segundo dados da Direção Executiva do Serviço Nacional der Saúde (DE-SNS).
O Governo entregou no parlamento uma proposta de lei que determina a aplicação de multas até 10.200 euros a quem atrase processos judiciais, noticia hoje o jornal Público.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima nos próximos dias devido à passagem da depressão Ingrid por Portugal continental.