Zelensky pede mais sanções para empresas que apoiam “terror russo”

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, exigiu que a comunidade internacional impusesse sanções mais fortes às empresas chinesas e ocidentais que contribuem para o “terror russo”.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

“Microchips, microcontroladores, processadores e muitas peças diferentes sem as quais este terrorismo seria simplesmente impossível (…) chegam à Rússia vindos do estrangeiro e, infelizmente, também de empresas na China, na Europa e nos Estados Unidos, o que significa uma grande quantidade de microcontribuições para o constante terror russo”, lamentou Zelensky.

Na sua tradicional mensagem diária, divulgada no sábado à noite, o presidente ucraniano disse que, só no mês de outubro, a Rússia “utilizou contra a Ucrânia mais de dois mil drones Shahed por dia”.

Zelensky sublinhou que estes aparelhos aéreos não tripulados, desenhados pelo Irão, possuem “componentes de outros países” e defendeu que o fornecimento destes componentes à Rússia “deveria ter sido bloqueado”.

Os ataques com estes dispositivos estão a intensificar-se gradualmente e, “infelizmente [a Rússia] ainda pode usar componentes ocidentais para isso”, lamentou o chefe de Estado ucraniano.

Zelensky exaltou “o poder das sanções” e insistiu na “necessidade de trabalhar muito mais para controlar a exportação de componentes e recursos especiais, para evitar que a Rússia escape às sanções que lhe foram impostas”.

“As sanções devem ser mais severas e eficazes”, acrescentou.

O Presidente da Ucrânia esclareceu que esta realidade não é um problema exclusivo de Kiev, mas antes “é uma ameaça global” e, como tal, “só a pressão global e especial a pode derrotar”.

Um dia antes, Zelensky tinha apelado aos aliados para tomarem medidas concretas antes que as tropas norte-coreanas destacadas na Rússia cheguem ao campo de batalha.

O chefe de Estado levantou a possibilidade de um ataque preventivo ucraniano contra os campos onde as tropas norte-coreanas estão a ser treinadas e disse que Kiev conhece a sua localização, mas lembrou que a Ucrânia não pode fazê-lo sem a permissão dos aliados para usar armas de longo alcance fabricadas no Ocidente.

Líderes ucranianos insistem que precisam de permissão para usar armas ocidentais para atacar depósitos de armas, campos de aviação e bases militares longe da fronteira, para motivar a Rússia a procurar a paz.

O Presidente russo, Vladimir Putin, alertou em 12 de setembro que a Rússia estaria “em guerra” com os EUA e os países da NATO se a utilização desse armamento fosse aprovada.

A administração norte-americana disse na quinta-feira que cerca de oito mil soldados norte-coreanos estão na região russa de Kursk, perto da fronteira com a Ucrânia, e preparam-se para ajudar o Kremlin na luta contra as tropas ucranianas.

Os serviços de informações militares ucranianos disseram no sábado que mais de sete mil norte-coreanos foram transportados para áreas próximas da Ucrânia.

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