Presidente promete “força” para erradicar “terrorismo” após ofensiva rebelde

O Presidente sírio, Bashar al-Assad, prometeu hoje usar a “força” para erradicar o “terrorismo”, após grupos rebeldes tomarem a cidade de Alepo, numa operação relâmpago que já causou mais de 300 mortos.

© LUSA

 

“O terrorismo só compreende a linguagem da força e é com essa linguagem que o vamos quebrar e eliminar, sejam quem forem os seus apoiantes e patrocinadores”, disse al-Assad, durante uma chamada telefónica com um responsável da Abecásia, uma região separatista pró-russa da Geórgia, informou a agência noticiosa oficial síria Sana.

Uma coligação de grupos rebeldes liderados pelos islamitas do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), o antigo ramo sírio do movimento extremista al-Qaida, lançou na quarta-feira uma ofensiva relâmpago mortal no norte da Síria e tomou controlo da maior parte de Alepo, a segunda maior cidade do país, e de várias outras cidades, nomeadamente na província de Hama.

Desde quarta-feira, a ofensiva já causou mais de 330 mortos, segundo a organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos, e suscitou a preocupação da comunidade internacional.

Esta violência é a primeira desta dimensão desde há vários anos na Síria, onde foi desencadeada uma guerra devastadora em 2011, envolvendo beligerantes apoiados por várias potências regionais e internacionais e grupos ‘jihadistas’.

Com o apoio militar crucial dos seus aliados Rússia, Irão e o Hezbollah libanês, o regime de Bashar al-Assad lançou uma contraofensiva em 2015 que lhe permitiu recuperar gradualmente o controlo de uma grande parte do país e, em 2016, da cidade de Alepo.

Últimas do Mundo

Um esquema que terá durado 20 anos está agora em tribunal em Valladolid. A acusação diz que uma funerária retirava os caixões antes da cremação e voltava a vendê-los a outras famílias.
Três pessoas morreram e 14 ficaram feridas após um tiroteio ocorrido num bar em Austin, no estado do Texas, informaram as autoridades policiais.
Mais de 70 casos de 'chikungunya' em viajantes regressados das Seychelles foram registados desde novembro por 10 países europeus, mas o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças afirma que a transmissão local na Europa continental é improvável.
A Europa investiu cerca de 45 mil milhões de euros em novos projetos eólicos em 2025, aproximadamente 21 gigawatts (GW), mas o ritmo de implementação permanece "aquém do necessário" face aos objetivos, incluindo em Portugal, segundo um estudo.
O historiador de arte e até aqui presidente do Palácio de Versalhes, Christophe Leribault, vai ser o próximo responsável máximo pelo Museu do Louvre, em Paris, anunciou hoje o Governo francês.
Uma perfuração supostamente causada pelo impacto de uma bala foi descoberta na fuselagem de um avião da American Airlines que fez a ligação entre Medellín, na Colômbia, e Miami, Estados Unidos.
As autoridades belgas abriram uma investigação após a descoberta de pornografia infantil na cela do pedófilo belga Marc Dutroux, em prisão perpétua pela violação de seis raparigas e homicídio de quatro delas, confirmou o Ministério Público local.
O antigo ministro trabalhista britânico Peter Mandelson foi detido hoje em Londres sob suspeita de má conduta em cargo público, anunciou a Polícia Metropolitana.
O calor extremo aumentou cerca de 10 vezes na maioria das regiões da Europa central e do sul entre 2010 e 2024, em comparação com o período 1961/1990, indica um estudo divulgado hoje.
Um homem de nacionalidade sueca, procurado pela Interpol e que detinha passaporte diplomático como conselheiro especial do Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, foi detido pela Polícia Judiciária são-tomense, na ilha do Príncipe, disse hoje à Lusa fonte judiciária.