Cerca de 12% das entidades em Portugal ainda desconhecem diretiva de cibersegurança

Cerca de 12% das organizações em Portugal ainda não tem conhecimento sobre a diretiva de cibersegurança NIS2 e diz que 40% das suas lideranças não está envolvida em formação sobre o tema, segundo estudo da agência europeia ENISA.

© D.R.

Estas são algumas das conclusões do relatório da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA, sigla em inglês) sobre investimentos na segurança das redes e sistemas de informação NIS [‘Network and Information Security’, em inglês] em 2024, onde é feita uma avaliação da política de cibersegurança.

Na União Europeia (UE) a 28, o conhecimento da diretiva é generalizado, com 92% dos inquiridos a sugerirem estar cientes das linhas gerais da NIS2.

Contudo, o nível de conhecimento varia “significativamente” entre os Estados-membros e setores. Por exemplo, França e Finlândia contam com 100% das entidades inquiridas a afirmarem-se conscientes da diretiva, quando Malta regista 80% e Bulgária 82%.

Em Portugal 88% das entidades têm conhecimento da diretiva de cibersegurança – cuja transposição está em consulta pública -, ao mesmo nível que a Roménia e abaixo de Espanha e Polónia (94%), Eslovénia, Eslováquia e Hungria (92%), por exemplo.

Em sentido inverso, 12% das entidades portuguesas ainda não têm conhecimento, tal como na Estónia e Roménia, enquanto em Malta são 20%, seguida da Bulgária (18%), com Croácia (16%) e Lituânia (14%). Todos os restantes países registam uma percentagem inferior a 12%.

Relativamente ao envolvimento da liderança na formação dedicada em cibersegurança por Estado-membro, o relatório da ENISA refere que em Portugal 40% das entidades envolvidas no estudo adiantaram que as suas lideranças não receberam formação nesta matéria, acima da Alemanha (32%), Espanha e França (34%) ou Itália (30%).

Contudo, neste parâmetro, Portugal tem um desempenho melhor que a Grécia (54%), Gunfria (65%) ou Suécia (44%).

No que respeita ao envolvimento da liderança na aprovação de medidas de gestão de risco em cibersegurança, em Portugal 86% das entidades diz que são responsáveis pela tomada de medidas. Na Alemanha são 98%, em Espanha, França e Itália 94%, enquanto na Suécia são 82%.

Em termos de maturidade percebida da gestão de riscos em cibersegurança, Portugal tem uma pontuação de 6,8, abaixo de Espanha (7,8), de França (7,9), Itália (7,8) e Alemanha (7,6), entre outros.

Abaixo desta pontuação está Chipre (5,2), Malta (5,4) ou Lituânia e Estónia (5,6).

Já em termos de capacidade de detetar e responder a ciberataques sofisticados, Portugal tem uma pontuação de 7,1, acima de Chipre (5,5), Malta (5,8), Luxemburgo (6,8) ou Grécia (7), entre outros.

Espanha lidera (pontuação 8), seguida da França (7,9) e Alemanha e Finlândia (7,6).

Últimas do Mundo

A população da União Europeia (UE) deverá diminuir 11,7% (53 milhões de pessoas) entre 2025 e 2100, segundo uma projeção hoje divulgada pelo Eurostat.
A Filial do DBS Bank em Hong Kong comprou seis pisos do arranha-céus The Center por 2,62 mil milhões de dólares de Hong Kong (285 milhões de euros), na maior transação de escritórios registada este ano na região.
A emissora pública britânica BBC revelou hoje um esquema fraudulento utilizado para obter asilo no Reino Unido, através do qual requerentes alegam ser homossexuais e estar sujeitos a perseguição legal ou social nos respetivos países de origem.
Um português de 41 anos foi brutalmente atacado com uma faca por um homem de origem marroquina, após tentar impedir atos de vandalismo, ficando com um corte profundo no rosto.
Os dados mais recentes sobre terrorismo na União Europeia mostram um cenário inegável: a maioria dos ataques registados nos últimos anos está associada à extrema-esquerda e a grupos anarquistas.
A mulher do primeiro-ministro espanhol foi processada por quatro crimes por um juiz de instrução de Madrid, que propôs que seja julgada por um júri popular, segundo um despacho conhecido hoje.
Os preços mundiais do café subiram 2,3% em março, após três meses consecutivos de quedas, num contexto de "choque geopolítico" provocado pelo conflito no Médio Oriente e pelo bloqueio do estreito de Ormuz.
A Polícia Marítima informou hoje que detetou e intercetou no domingo uma embarcação com 35 migrantes a bordo, ao largo da ilha grega de Gavdos, no âmbito de uma operação da agência europeia Frontex.
A Comissão Europeia afirmou hoje que não há riscos imediatos no abastecimento de gás para a União Europeia, mas avisou que a guerra no Médio Oriente vai ter “consequências a longo prazo” no fornecimento dessa fonte de energia.
Várias plataformas digitais garantiram que vão continuar a rastrear conteúdos de abuso sexual de crianças 'online', apesar do fim, no dia 03 de abril, do regime europeu que enquadrava legalmente a deteção e denúncia destes conteúdos.