Falta de mão-de-obra poderá atrasar construção do novo aeroporto

O Executivo pretende ter o novo aeroporto pronto entre 2034 e 2035, contudo várias obras públicas e a falta de mão-de-obra poderão complicar o prazo.

© D.R.

Quem o disse foi o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Manuel Reis Campos, ao Diário de Notícias, que admitiu que “a escassez de mão-de-obra no setor é um sério problema, com previsíveis impactos nos prazos de execução das obras.”
A verdade é que a falta de mão-de-obra já se faz sentir, ameaçando a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com as construtoras a referirem a necessidade de recorrer à imigração. 
Segundo o ECO Online, a preocupação da concessionária prende-se com a disponibilidade de mão-de-obra das construtoras para uma obra da envergadura do novo aeroporto, em simultâneo com outras grandes obras públicas. Quando deu o pontapé de saída para a construção do Luís de Camões, o Governo aprovou também os estudos para a Terceira Travessia do Tejo (rodoferroviária) e para o lançamento da linha de Alta Velocidade Lisboa – Madrid, de forma a garantir a acessibilidade à infraestrutura. Durante a próxima década estará ainda em obra a linha Lisboa – Porto – Vigo.
A Comissão Técnica Independente – responsável pelo estudo do aumento da capacidade aeroportuária na região de Lisboa – tinha estimado um prazo de sete anos para a inauguração de uma primeira pista. Já o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, tinha apontado para um período de dez anos.
Assim, a ANA irá procurar responder à expectativa do Executivo, mas há mais obstáculos, como o tempo para a elaboração da Declaração de Impacte Ambiental.

Últimas de Economia

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.240 euros por metro quadrado em julho, mais 12 euros do que no mês anterior e 15,2% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Presidente do CHEGA quer saber quantas pessoas acumulam salários e pensões, quantas reformas ultrapassam os 5000, 8000 e 15 mil euros e quanto foi pago em suplementos. Ventura rejeita qualquer caminho para cortes nas pensões e anunciou um projeto de resolução para uma auditoria à Segurança Social.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo de roubar os portugueses nos combustíveis ao cobrar “um imposto ilegal”, a contribuição rodoviária, e revelou que o partido vai chamar o ministro das Finanças ao Parlamento.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2.021 euros na gasolina 95 simples e 2.115 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.
Quase dois milhões de euros por dia chegaram à Infraestruturas de Portugal em 2025 através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos. A verba corresponde à antiga Contribuição de Serviço Rodoviário, considerada incompatível com o direito europeu em 2022.
O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação voltou a subir para 3,135% em julho, depois de também ter aumentado em junho, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).