INEM aumenta em 20% verbas para transporte pré-hospitalar dos bombeiros

O INEM assinou hoje um protocolo de entendimento com a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que prevê um aumento em cerca de 20% na comparticipação às corporações de bombeiros no transporte de emergência pré-hospitalar.

©INEM

Este protocolo prevê também que os corpos de bombeiros tenham a responsabilidade pelas ambulâncias adstritas ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), pelo que se prevê que as duas centenas de viaturas de cor amarela atualmente ao serviço das corporações passem progressivamente para a cor vermelha, separando visualmente as duas instituições.

O acordo, que entra em vigor a 01 de janeiro, prevê um aumento das verbas mensais fixas para a existência de uma equipa INEM nas corporações mas também do valor pago por saída.

Durante este ano, o presidente do INEM, Sérgio Janeiro, referiu que o Estado prevê gastar 80 milhões de euros e, em 2025, esse valor deverá atingir os 100 milhões.

“Os valores praticados eram insuficientes para os corpos de bombeiros prestarem um serviço nas melhores condições”, reconheceu Sérgio Janeiro, na cerimónia hoje no Ministério da Saúde, com a presença da titular da pasta, Ana Paula Martins, que não quis falar aos jornalistas.

Para o presidente da LBP, António Nunes, “quando se procuram objetivos comuns”, que é “servir melhor as populações”, é possível o “consenso e diálogo”.

O dirigente elogiou a “abertura ao diálogo” da ministra da Saúde e recordou que os bombeiros são responsáveis por 90% dos mais de 1,5 milhões de transportes urgentes anuais, pelo que este acordo contribui para a “resolução de um problema que se arrastava há alguns anos”.

“Os bombeiros precisam do apoio do Estado para desenvolver a sua atividade com eficiência”, reconheceu.

A partir de agora, com este acordo, as associações de bombeiros passam a ser todas, pela primeira vez, postos de emergência médica (PEM), habilitadas para cuidados de prestação de socorro pré-hospitalar

Últimas do País

O primeiro dia da grave dos guardas prisionais na cadeia de Vale de Judeus, Alcoentre, teve esta terça-feira uma adesão de 90%, segundo o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
A água não faturada representa 27% do total de água que é tratada para consumo: cerca de 190 milhões de metros cúbicos de água boa para consumo perde-se, o equivalente a 8,7 piscinas olímpicas de água por hora.
A PSP apreendeu no ano passado mais de 6.470 quilos (kg) de droga e deteve 2.949 suspeitos por crime de tráfico, a maioria em Lisboa, Porto e Setúbal, informou hoje aquela força de segurança.
Mais de metade dos portugueses tem défice de sono, um problema de saúde pública que tem razões socioeconómicas e que representa um risco de surgimento de doenças metabólicas e cardiovasculares, alertou hoje o especialista Joaquim Moita.
O mês passado foi o fevereiro mais chuvoso dos últimos 47 anos e o oitavo mais quente desde que há registos (1931), segundo o boletim climatológico para o continente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O setor vitivinícola colocou, no ano passado, no mercado 726 milhões de litros de vinho para consumo interno e exportação, uma redução de 23 milhões de litros face a 2024, indicou o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV).
Um homem detido por suspeita de sequestro, violação agravada e violação de domicílio ou perturbação da vida privada de uma adolescente de 14 anos, sua vizinha, no concelho de Loures, ficou em prisão preventiva, informou hoje a PJ.
Seis associações representativas dos militares das Forças Armadas e da GNR solicitaram hoje reuniões ao Presidente da República e ao primeiro-ministro sobre os cortes no cálculo da pensão de reforma, considerando ser urgente uma reversão do atual regime.
O mau tempo afetou 2.661 agricultores, no Norte, que reportaram prejuízos na ordem dos 50,3 milhões de euros, dos quais 62% estão relacionados com a queda de muros, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
O conflito entre a Flixbus e a Rede Expressos sobre o acesso ao terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa, mantém-se, com a gestora da infraestrutura a alegar que o tribunal não determina a entrada automática da concorrente na infraestrutura.