Valor atribuído pelo apoio à renda subiu 15% em 2024 para 308 milhões de euros

O valor concedido no âmbito da medida que concede aos inquilinos um apoio extraordinário para o pagamento da renda até ao valor máximo de 200 euros, totalizou 308,3 milhões de euros em 2024, subindo 15% face ao ano anterior.

© D.R.

O montante atribuído através do apoio à renda consta da síntese da execução orçamental que, na informação relativa ao impacto das medidas criadas para mitigar a crise energética e inflacionista, indica que a despesa com este apoio foi de 268,8 milhões de euros em 2023 e de 308,3 milhões de euros em 2024.

De acordo com os mesmos dados, em outubro de 2024, o valor atribuído através do apoio à renda já se aproximava da totalidade do valor contabilizado em 2023.

Prevista no Mais Habitação, esta medida consiste num apoio a inquilinos que afetem mais de 35% do seu rendimento (taxa de esforço) ao pagamento da renda, até ao limite de 200 euros mensais.

Para se ser elegível para o apoio – que é atribuído de forma automática pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) – é necessário ter um contrato de arrendamento com data anterior a 15 de março de 2023 e ter rendimentos até ao limite máximo do 6.º escalão do IRS.

O apoio é pago mensalmente ou trimestralmente quando o valor é inferior a 20 euros.

De acordo com os dados oficiais, no início de 2024, havia 233.323 inquilinos com apoio à renda. Já na entrada de 2025, os dados facultados pelo IHRU indicam que em janeiro a medida abrangia 145.870 inquilinos, sendo o valor médio do apoio da ordem dos 100 euros mensais.

O apoio extraordinário à renda começou a ser pago no início do verão de 2023 (com efeitos retroativos a janeiro), tendo a medida sido criada para vigorar por cinco anos, até 31 de dezembro de 2028.

Além das pessoas que em janeiro receberam o apoio à renda, foram identificados mais 46.364 inquilinos “passíveis de enquadramento na medida” tendo em conta as regras de atribuição do apoio previstas na lei.

Em causa estão pessoas para as quais o apoio está dependente de validação prévia porque falta informação (como desconformidades entre o que o senhorio declara receber de rendas e o que o inquilino declara pagar) ou porque o valor da renda indicada supera o do rendimento do inquilino.

Últimas do País

Mais de 3.000 episódios de violência contra profissionais do SNS foram registados no ano passado, uma subida de 848 casos relativamente 2024, destacando-se a agressão psicológica, que representa mais metade das situações, segundo dados hoje divulgados.
O Tribunal de Évora condenou hoje um homem a 20 anos e meio de prisão efetiva e outro a 12 anos também de prisão efetiva por roubos e sequestros em agências bancárias de várias localidades do país.
O Ministério Público (MP) acusou um psicólogo de mais de 60 crimes de abuso sexual e 16 de pornografia de menores, praticados no exercício da sua profissão em Alenquer, segundo a acusação a que a Lusa teve hoje acesso.
A Ordem dos Médicos alertou esta terça-feira, 28 de abril, para as barreiras e atrasos no acesso à saúde de quem tem doenças alérgicas e apontou a desatualização da rede de referenciação hospitalar e a não comparticipação da imunoterapia com alergénicos.
A Operação Marquês começa a desfazer-se esta semana com a prescrição dos crimes de corrupção ligados a Vale do Lobo, num dos primeiros grandes recuos do processo.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal aumentaram 13,7% em 2025, para um "máximo histórico" de 26,049 milhões, superando pela primeira vez os níveis pré-pandemia (24,5 milhões de viagens em 2019), divulgou hoje o INE.
Dois homens voltaram a assaltar a mesma mercearia em Lisboa no espaço de 24 horas, mas acabaram travados pela PSP com bacalhau, polvo e vários artigos furtados na posse.
A associação de defesa do consumidor Deco Proteste fez várias recomendações, um ano depois do pagamento, nomeadamente a criação e manutenção de um ‘kit’ de emergência, com bens essenciais e estojo de primeiros socorros.
As temperaturas máximas vão descer significativamente na quarta-feira podendo ser de menos 08 graus Celsius em algumas regiões do continente, quebrando-se a possibilidade de uma onda de calor, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Há casas municipais ocupadas sem contrato, rendas que ficam por pagar durante anos e até situações em que a mesma casa é usada por várias pessoas em turnos. O cenário não é novo, mas continua pouco transparente. E é isso que o CHEGA quer mudar.