Mark Rutte pede aos EUA que “cooperem” para pôr fim à guerra na Ucrânia

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, apelou hoje para que os Estados Unidos "cooperem estreitamente" com os aliados da Aliança Atlântica para pôr fim à guerra na Ucrânia.

© Facebook de Mark Rutte

O apelo de Rutte foi feito ao enviado especial do presidente norte-americano, Donald Trump, para a Ucrânia, o general reformado Keith Kellogg, e surge numa altura em que os Estados Unidos se preparam para lançar negociações com a Rússia sem europeus e ucranianos.

“Temos muito a fazer e vamos cooperar estreitamente para alcançar o fim da guerra e uma segurança duradoura para todos nós”, disse o antigo primeiro-ministro holandês numa mensagem nas redes sociais após uma reunião com Kellogg em Bruxelas.

O enviado de Trump para a Ucrânia, que no fim de semana declarou que os parceiros europeus não teriam lugar à mesa das negociações com a Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia, participou hoje numa reunião do Conselho Atlântico, o órgão de decisão da aliança atlântica.

Nesta reunião, o secretário-geral da NATO sublinhou a importância de “uma resolução justa e duradoura” para o conflito na Ucrânia, de forma a “assegurar um futuro estável” no país.

Deixando de lado a controvérsia gerada na Conferência de Munique, Rutte aplaudiu a resposta dos aliados às exigências dos Estados Unidos para um maior envolvimento no domínio da defesa, refere a aliança em comunicado.

Rutte valorizou as “amplas consultas” em curso com a administração norte-americana e as reuniões realizadas à margem da Conferência de Segurança de Munique com o vice-presidente dos Estados Unido, JD Vance, com o secretário de Estado, Marco Rubio, e outros membros importantes da administração de Donald Trump.

O general norte-americano deveria reunir-se com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no âmbito da sua visita hoje a Bruxelas.

No entanto, as duas reuniões foram adiadas para terça-feira, antes da cimeira de emergência convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris, para cerrar fileiras entre as potências europeias com vista a uma abordagem comum para a paz na Ucrânia.

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