Israel garante que “não se deixará intimidar pela propaganda do Hamas”

o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assegurou hoje que “Israel não se deixará intimidar pela propaganda do Hamas”, depois de o movimento islamista palestiniano ter difundido um novo vídeo de reféns em Gaza.

© Facebook de Benjamin Netanyahu

“A organização terrorista Hamas difundiu esta noite um novo vídeo de propaganda cruel, no qual os nossos reféns são obrigados a recitar um discurso de guerra psicológica”, segundo o comunicado.

Na nota, o executivo israelita garantiu que continuará “agir de forma implacável para trazer de volta” todos os reféns e “alcançar todos os objetivos de guerra de Israel”.

O Hamas divulgou hoje um novo vídeo com reféns israelitas e mostra o refém Iair Horn, libertado no mês passado no âmbito da troca de prisioneiros palestinianos durante o cessar-fogo em Gaza, acompanhado pelo seu irmão Eitan, ainda em cativeiro.

Ambos foram raptados a 07 de outubro de 2023, durante o ataque das milícias palestinianas à comunidade israelita de Nir Oz.

A imagem mostra os dois irmãos com três outros reféns, todos sentados no chão, e parece ter ocorrido apenas 24 horas antes da libertação de Iair Horn.

“Estou muito feliz por o meu irmão ser libertado amanhã, mas não vejo a lógica de separar famílias”, diz Eitan, que pediu a Israel para assinar a segunda e a terceira fase do acordo de tréguas alcançado em meados de janeiro.

“Chega desta guerra”, implora ainda Eitan no vídeo, enquanto abraça o irmão.

O líder israelita ainda não comentou o que vai acontecer a partir de domingo na Faixa de Gaza, onde deverá entrar em vigor a segunda fase do acordo de cessar-fogo.

A publicação de vídeos de propaganda do grupo palestiniano tem sido uma constante desde o início da ofensiva israelita contra a Faixa, como medida de pressão sobre o governo de Netanyahu.

O conflito em Gaza iniciou-se com o ataque do Hamas a 07 de outubro de 2023 e que causou 1200 mortos em Israel, na sua maioria civis, e fez cerca de 250 reféns, segundo Telavive.

Em resposta, a ofensiva militar israelita matou mais de 48 mil pessoas, segundo as autoridades de Gaza controladas pelo Hamas.

As duas partes concordaram com o acordo de cessar-fogo em três fases em meados de janeiro.

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