Coreia do Sul e EUA iniciam exercícios militares anuais na próxima semana

Tropas sul-coreanas e norte-americanas iniciam exercícios militares anuais conjuntos na próxima semana, anunciou hoje Seul, dias após a Coreia do Norte ameaçar com demonstrações de alto nível contra o que chamou de escalada da agressão liderada pelos EUA.

© D.R.

As forças sul-coreanas e norte-americanas participarão no exercício Freedom Shield, um treino de posto de comando simulado por computador, com exercícios militares no terreno, de segunda-feira a 20 de março, informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul num comunicado.

Segundo o comunicado, o exercício “Escudo da Liberdade” implicará respostas a desafios em evolução, como a crescente parceria militar da Coreia do Norte com a Rússia.

A Coreia do Norte considera os treinos militares de larga escala entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos como um ensaio de invasão e responde frequentemente com testes de mísseis e uma retórica inflamada.

A Coreia do Norte não respondeu ao anúncio, mas, no início desta semana, Kim Yo Jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, acusou os Estados Unidos de intensificarem as ações de confronto e ameaçou aumentar as medidas “que ameaçam a segurança do inimigo a nível estratégico”.

Kim Yo Jong citou o recente destacamento temporário de meios estratégicos norte-americanos, como um porta-aviões e bombardeiros de longo alcance, na Coreia do Sul e outras atividades militares com a participação dos Estados Unidos.

De acordo com observadores, a Coreia do Norte poderá testar mísseis poderosos, com capacidade nuclear, destinados a atingir o território continental dos Estados Unidos e as bases militares norte-americanas na região.

O Presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou já que irá contactar novamente Kim Jong Un para imprimir uma nova dinâmica diplomática entre os dois países.

A Coreia do Norte não respondeu diretamente à abordagem de Trump, argumentando que as hostilidades dos Estados Unidos contra o país se aprofundaram desde a tomada de posse de Trump, em 20 de janeiro.

Kim Jong Un e Trump reuniram-se três vezes, em 2018 e 2019, para discutir os benefícios económicos e políticos que a Coreia do Norte receberia em troca de enveredar pelo desarmamento nuclear.

Este impulso diplomático acabou por se desmoronar depois de Trump ter rejeitado a oferta de Kim de desmantelar o seu principal complexo nuclear, um passo limitado de desnuclearização, em troca de um amplo alívio das sanções.

Últimas do Mundo

O Tribunal Penal Internacional (TPI), confirmou, na sexta-feira, que continua a investigar crimes contra a humanidade na Venezuela, depois de em setembro o procurador-chefe Karim Khan se ter afastado por alegado conflito de interesses.
Um "ataque terrorista" russo com drones na capital da Ucrânia causou hoje pelo menos um morto e sete feridos, além de danos materiais significativos, anunciaram as autoridades de Kiev.
O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou hoje que um grupo de homens armados e encapuçados invadiu a sua sede, em Bissau, agredindo dirigentes e colaboradores presentes no local.
A agência de combate à corrupção de Hong Kong divulgou hoje a detenção de oito pessoas ligadas às obras de renovação do complexo residencial que ficou destruído esta semana por um incêndio que provocou pelo menos 128 mortos.
O gato doméstico chegou à Europa apenas há cerca de 2000 anos, desde populações do norte de África, revela um novo estudo que desafia a crença de que o berço deste felino é o Médio Oriente.
Os estabelecimentos hoteleiros da região semiautónoma chinesa de Macau tiveram 89,3% dos quartos ocupados no mês passado, o valor mais elevado para outubro desde antes da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.
A infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo em algum momento da sua vida reprodutiva e 36% das mulheres afetadas também são vítimas de violência por parte de seus parceiros, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O número de mortos pelas cheias no sul da Tailândia aumentou para 145, anunciou hoje um porta-voz do Governo tailandês numa conferência de imprensa, quando as chuvas também estão a provocar mortes nos países vizinhos.
Andriy Yermak, o homem mais poderoso depois do Presidente ucraniano, está a ser investigado por corrupção ligada à Energoatom. O NABU entrou esta sexta-feira na sua casa, abalando o núcleo duro do poder em plena guerra.
Pelo menos 128 pessoas morreram em consequência do incêndio que devastou um complexo residencial em Hong Kong na quarta-feira, de acordo com o balanço atualizado esta sexta-feira, 28 de novembro, pelas autoridades locais, que deram conta ainda da existência de 79 feridos.