PJ admite preocupação com tráfico “altamente organizado” de cocaína

A Polícia Judiciária (PJ) admitiu hoje que está preocupada com o tráfico "altamente organizado" de cocaína em Portugal, adiantando que têm sido tomadas medidas para reforçar a segurança nos portos nacionais, sem especificar quais.

©Facebook PJ

“Estamos a falar de tráfico altamente organizado, de organizações que poderemos considerar verdadeiras multinacionais do crime, que possuem muitos recursos económicos e que, muitas vezes e sempre que é possível, procuram infiltrar-se em setores estratégicos”, salientou, durante a apresentação do Relatório Anual de 2024 de Combate ao Tráfico de Estupefacientes em Portugal, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ.

Artur Vaz lembrou ainda que este fenómeno surge habitualmente associado a branqueamento de capitais e crime violento.

“Não desvalorizando todas as outras áreas, […] este tráfico de cocaína gera bastante preocupação”, afirmou, na sede da PJ, em Lisboa.

O diretor da UNCTE precisou que, nos “últimos anos”, as organizações criminosas têm usado contentores marítimos destinados aos portos europeus, incluindo portugueses, para transportar grandes quantidades de droga.

“É uma situação que nos preocupa. Têm vindo a ser desenvolvidos diferentes esforços no sentido de, naturalmente, reforçar aquilo que é a segurança nos portos. Temo-lo feito em articulação com todas as autoridades nacionais e também internacionais”, frisou Artur Vaz.

Em 25 de fevereiro, dois funcionários da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) foram detidos pela PJ por terem, alegadamente, sido subornados para facilitarem a entrada de cocaína em Portugal.

Questionada hoje durante a apresentação de hoje em Lisboa sobre que medidas foram tomadas para evitar casos similares, a subdiretora-geral da AT, Ana Mascarenhas, assegurou que há trabalho a ser feito.

“Nós estamos a adotar um conjunto de medidas para reforçar a nossa análise e vigilância sobre estas situações”, garantiu, escusando-se a dar mais detalhes.

Segundo o relatório hoje divulgado, em 2024 as autoridades portuguesas apreenderam cerca de 23 toneladas de cocaína, o valor mais elevado desde 2006, tendo sido detidas no ano passado 1.553 pessoas relacionadas com o tráfico desta droga.

O documento, elaborado pela UNCTE, reúne dados da PJ, da GNR, da PSP, da AT, da Polícia Marítima e da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

Últimas do País

A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.
Uma mulher de 35 anos morreu esta quarta-feira, em Mafra, após ter sido atacada com uma arma branca. Um homem de 40 anos foi identificado como suspeito do crime, que estará relacionado com um alegado contexto de violência doméstica.
As empresas privadas de transporte de doentes ameaçam suspender a atividade por falta de apoios aos combustíveis. Em causa estão deslocações essenciais para tratamentos oncológicos, hemodiálise e consultas hospitalares.
Uma mensagem aparentemente inofensiva, enviada por um contacto conhecido, está a ser utilizada numa nova burla que circula no WhatsApp. O pedido para votar numa jovem candidata a uma bolsa de estudos inclui uma hiperligação fraudulenta que pode permitir aos criminosos assumir o controlo da conta e espalhar o esquema por outros contactos.
Uma fraude identificada pela Check Point está a espalhar contactos falsos de mais de 20 marcas de viagens, incluindo companhias aéreas e plataformas de reservas. Os números chegam às respostas da inteligência artificial e escaparam à deteção de 61 motores antivírus.
Um homem e uma mulher, ambos de 32 anos e de nacionalidade estrangeira, foram detidos pela Polícia Judiciária na Guarda por suspeitas de violência doméstica, exploração da filha na mendicidade e crimes sexuais. A menor, que tinha 13 anos à data dos factos, já se encontrava institucionalizada quando surgiram indícios de abusos sexuais alegadamente cometidos pelo pai.
Doze pessoas foram detidas, uma delas constituída arguida, por suspeita de tráfico de estupefacientes em Lamego e Tarouca, segundo a GNR.
Os estudantes de Medicina alertaram hoje para falhas na plataforma de escolha de vagas do internato médico, após candidatos relatarem acesso antecipado a informações que, segundo a ACSS, resultaram de uma simulação técnica.