Balanço do sismo em Myanmar sobe para 144 mortos e mais de 700 feridos

O sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter foi registado às 12h50 locais (06h20 em Lisboa) pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

© D.R.

O forte sismo ocorrido hoje em Myanmar causou pelo menos 144 mortos e 732 feridos no país, segundo um balanço provisório divulgado pelo chefe da junta militar birmanesa.

Min Aung Hlaing apelou a “todos os países, todas as organizações” para que ajudem as vítimas do sismo, cujo balanço inicial era de duas dezenas de mortos em Myanmar, antiga Birmânia.

“Prevê-se que o número de mortos e feridos aumente”, declarou o general Min Aung Hlaing num discurso transmitido pelos meios de comunicação social citado pela agência norte-americana AP.

Disse também que o terramoto causou uma destruição generalizada no país do Sudeste Asiático, segundo a agência francesa AFP.

Fotografias da capital, Naypyidaw, mostram vários edifícios utilizados para alojar funcionários públicos destruídos pelo terramoto e equipas de salvamento a retirar vítimas dos escombros.

O governo de Myanmar afirmou que havia uma grande procura de sangue nas zonas mais afetadas.

As imagens de estradas de Mandalay com fendas e fissuras e de autoestradas danificadas, bem como o desmoronamento de uma ponte e de uma barragem, suscitaram mais preocupações quanto à forma como as equipas de salvamento poderiam chegar a algumas zonas do país.

Myanmar atravessa uma crise humanitária generalizada devido a uma guerra que opõe os militares a grupos de rebeldes e pró-democracia.

O sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter foi registado às 12h50 locais (06h20 em Lisboa) pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Tal como faz para todos os sismos, o USGS fez uma estimativa de vítimas, com o de hoje a registar mais de 50% de possibilidades de serem da ordem de dezenas de milhares.

Últimas do Mundo

Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.
Oito mulheres foram mortas desde o início de 2026. Em sete dos homicídios existe um suspeito identificado e, em seis deles, o alegado autor é um cidadão estrangeiro, segundo dados da Women’s Aid.
Portugal tinha 331 camas hospitalares por 100 mil habitantes em 2024, atrás da média da União Europeia (507).
Quatro pessoas acusadas de pertencerem a rede criminosa que desviou 140 milhões de euros com fraudes cibernéticas em vários países europeus foram detidas em Portugal, Espanha e Panamá, anunciou hoje a polícia espanhola.
Dezasseis membros de uma rede de prostituição chinesa foram detidos e 26 mulheres exploradas sexualmente foram libertadas em Espanha, declararam hoje as autoridades locais.
O Parlamento Europeu aprovou ontem a sua posição sobre a polémica proposta conhecida como 'Chat Control'. Contudo, o texto acabou por sofrer alterações graças a propostas apresentadas pelo grupo Patriots for Europe, onde se integram os eurodeputados do CHEGA.
As autoridades da autonomia espanhola da Andaluzia indicaram hoje que há 19 pessoas desaparecidas no incêndio em Los Gallardos, Almeria, que causou pelo menos 12 mortos e oito feridos.