Luto nacional pelo Papa Francisco deverá ser de 24 a 26 de abril

O Presidente da República anunciou hoje que o luto nacional de três dias pela morte do Papa Francisco, em princípio, será de 24 a 26 de abril, dia do funeral, mantendo-se a sessão comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República.

© D.R.

“O luto nacional vou assiná-lo agora, estou à espera do diploma do Governo, e será, em princípio, do dia 24 ao dia 26, que é o dia do funeral”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à porta da Nunciatura Apostólica da Santa Sé em Lisboa, onde assinou o livro de condolências pela morte do Papa.

O chefe de Estado referiu que este período de luto nacional inclui a data de 25 de Abril – feriado do Dia da Liberdade em Portugal – e acrescentou que “a ideia da Assembleia da República é manter a sessão, começando por um voto de pesar pela morte do Papa Francisco”.

Nos termos do artigo 42.º da Lei das Precedências do Protocolo do Estado, “o Governo declara o luto nacional, sua duração e âmbito, sob a forma de decreto”, que está previsto ser “declarado pelo falecimento do Presidente da República, do presidente da Assembleia da República e do primeiro-ministro e ainda dos antigos presidentes da República” e também “pelo falecimento de personalidade, ou ocorrência de evento, de excecional relevância”.

O Papa Francisco morreu na segunda-feira, aos 88 anos, após 12 anos de pontificado.

Há 20 anos, quando morreu o Papa João Paulo II, foram também decretados três dias de luto nacional. O então Presidente da República, Jorge Sampaio, esteve presente no funeral de João Paulo II, realizado em 08 de abril de 2005, seis dias após a sua morte.

O luto nacional mais recente em Portugal foi em 20 de setembro do ano passado, um dia de luto pelas vítimas dos incêndios.

Em setembro de 2022, o Governo decretou três dias de luto nacional pela morte da Rainha Isabel II do Reino Unido.

Quanto morreram os antigos chefes de Estado Jorge Sampaio, em setembro de 2021, e Mário Soares, em janeiro de 2017, o Governo decretou também três dias de luto nacional.

Anteriormente, tinham sido decretados três dias de luto nacional quando morreram os presidentes em exercício do Egito Anwar al Sadat, em 1981, e de Moçambique Samora Machel, em 1986, o Imperador do Japão Hirohito, em 1989, a fadista Amália Rodrigues, em 1999, o Papa João Paulo II, em 2005, o antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela, em 2013, e o antigo jogador de futebol Eusébio, em 2014.

Em 1980, pelas mortes do então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, e do ministro da Defesa, Amaro da Costa, quando o avião que os transportava caiu sobre Camarate, foi decretado luto nacional durante cinco dias.

Já as mortes do marechal António de Spínola, em 1996, e do marechal Costa Gomes, em 2001, que exerceram as funções de Presidente da República logo após o 25 de Abril de 1974, sem voto popular, motivaram dois dias de luto nacional.

De acordo com o Diário da República, foram igualmente decretados dois dias de luto nacional pelas mortes do rei de Marrocos Hassan II, em 1999, do escritor José Saramago, em 2010, e do realizador Manoel de Oliveira, em 2015.

Últimas do País

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.
Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.
Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.
Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.
O INEM registou em 2025 um aumento de 22,5% das ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho com crianças e jovens e alertou que os mais novos devem estar sempre "sob vigilância ativa" nas zonas balneares.
André Ventura acusa o PSD de recuar na Lei da Nacionalidade e diz que a exclusão dos crimes de pedofilia dos casos de perda de nacionalidade é “inaceitável”. CHEGA avisa que não viabilizará a reconfirmação do diploma se o texto não for alterado.
Durante 18 meses, uma organização criminosa operou praticamente sem levantar suspeitas às portas da capital portuguesa. Oito homens são agora acusados de tráfico agravado de droga, associação criminosa e posse ilegal de armas.
O inspetor-geral de Finanças (IGF) afirmou hoje no parlamento que Portugal tem deficiências no controlo dos benefícios fiscais e pediu uma resposta estrutural a este problema.