Infarmed manda recolher lotes de soro fabricados por empresa portuguesa em Cascais

O Infarmed mandou recolher os lotes de soro fisiológico fabricados pela GSL – Produtos Químicos e Farmacêuticos e suspendeu o fabrico nas instalações desta empresa, em São Domingos de Rana (Cascais), onde foram detetadas irregularidades.

© D.R.

Numa informação divulgada no ‘site’, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde informa que fez uma inspeção às instalações da GSL na Abóbada, freguesia de São Domingos de Rana,, depois de a autoridade congénere francesa ter publicado um alerta sobre a recolha de dois lotes de soro fisiológico para lavagem das fossas nasais da marca HappyLab.

Na inspeção, o Infarmed encontrou irregularidades – “não conformidades críticas” – relacionadas com as boas práticas de fabrico do soro fisiológico.

Assim, mandou suspender o fabrico temporariamente naquelas instalações até à verificação da correção das irregularidades detetadas.

Ordenou igualmente a recolha do soro fisiológico fabricado nas instalações inspecionadas e que se encontrem ainda dentro da validade e avisou os consumidores que não o devem usar.

A ordem do Infarmed refere-se a dezenas de lotes do fabricante GSL, colocados no mercado nacional, das marcas GSL, Rio Bravo, Plural, Dimor, Ston e MipMed.

Mandou também recolher diversos lotes do fabricante HD HIDRODIPRO – Produtos Químicos e Farmacêuticos, Lda, colocados no mercado nacional da marca Hidro, cujo fabrico foi subcontratado à empresa GSL.

Informa ainda que existem outras marcas destes fabricantes produzidos nas instalações da GSL, mas que são exclusivas do mercado francês, nomeadamente a HappyLab, Stentil, Mediphysio e Ainsifont.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.
O Tribunal de Santarém condenou a prisão efetiva um homem responsável por três incêndios florestais, dois deles junto a zonas habitadas. A autoria foi confessada e considerada plenamente provada, apesar da tentativa de disfarçar os crimes alertando o 112.