Bebé morre no Hospital Amadora-Sintra um dia depois da mãe

A bebé que nasceu de uma cesariana de emergência no Hospital Amadora-Sintra morreu esta manhã, um dia depois da morte da mãe, que deu entrada na unidade em paragem cardiorrespiratória, disse à Lusa fonte do hospital.

©facebook.com/hospitalfernandofonseca

A fonte oficial da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra diantou que a óbito ocorreu cerca das 07:00, devido ao “estado clínico em que se encontrava”.

A instituição “lamenta profundamente” a morte da bebé e da mãe, de 36 anos, e endereça as condolências à família, acrescentou.

Na sexta-feira, dia em que a grávida de 38 semanas, natural da Guiné-Bissau, morreu, o diretor do serviço de urgência obstétrica e ginecológica do hospital Amadora-Sintra, Diogo Bruno, explicou que a mulher estava em paragem cardiorrespiratória quando deu entrada no hospital, tendo sido imediatamente socorrida com todos os procedimentos previstos.

“Portanto, a atitude que foi tomada foi suporte avançado de vida e extração do bebé assim que possível e foi super rápido”, afirmou Diogo Bruno, acrescentando que a bebé estava internada com “prognóstico reservado” nos cuidados intensivos neonatais.

A ULS Amadora-Sintra referiu que a grávida de 38 semanas foi na quarta-feira ao hospital Amadora-Sintra “assintomática” para uma consulta de rotina, durante a qual foi identificada com hipertensão ligeira.

A grávida de 36 anos, segundo o especialista, “foi apenas por extra cuidado enviada à urgência”, onde foi despistada pré-eclâmpsia, uma das complicações da gravidez, e teve alta com indicação para internamento às 39 semanas de gestação.

“Foram feitos vários exames, descartaram-se complicações importantes da gravidez que determinassem atitudes diferentes e ela foi enviada para casa, obviamente, com ensino dos sinais de alarme para recorrer novamente ao serviço de urgência e procurar cuidado médico”, contou.

Segundo o diretor, a grávida, natural da Guiné-Bissau, tinha chegado recentemente a Portugal e foi referenciada para a consulta de especialidade de obstetrícia com uma gravidez de termo precoce.

“O seguimento da gravidez não foi o seguimento ideal. Tinha, efetivamente, uma história não bem esclarecida de hipertensão, mas, efetivamente, na consulta que teve, o nível de tensão era ligeiramente elevado”, reiterou.

Diogo Bruno referiu que o Conselho de Administração determinou a abertura de um inquérito interno para apurar todos os contextos deste caso, “sendo certo que depois hão de haver desfechos desse inquérito”.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) também determinou a instauração de um processo de inquérito para avaliar a assistência prestada à grávida, assim como a Entidade Reguladora da Saúde que anunciou a abertura de um processo de avaliação com o mesmo objetivo.

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