Ventura em Belém: O Veto da Nação contra o Regime

O último crepúsculo de 2025 encerrou o primeiro quartel do século XXI.
Que o ocaso de 2025 não marque o início do ocaso definitivo da milenar Nação portuguesa.
25 anos iguais aos primeiros 25 da actual centúria e em 2050 não teremos Portugal, pois não teremos uma maioria de portugueses na nossa Terra. De nada nos valerá discutir belas ideias e conceitos políticos como Soberania, Economia, Transparência ou Justiça Social.

O território, esse em princípio por cá estará – salvo um meteoro, uma bomba nuclear ou o Apocalipse, mas ao invés de um Estado-Nação Europeu, vigorará um Estado fragmentado num comunitarismo multicultural, um modelo que a História provou ser inviável: África do Sul, Líbano, França, Reino Unido, Suécia, entre outros. Já a Dinamarca, com um governo de esquerda, entendeu as consequências do paradigma e arrepiou caminho.

Sem uma inversão drástica o destino será inexorável: o INE confirma que o saldo natural em 2024 foi de -33.732 pessoas, com a fecundidade a cair para 1,40 filhos por mulher. Mais revelador ainda é que um terço dos nascimentos em Portugal já provém de mães estrangeiras. Estes indicadores não são apenas números; são a certidão de óbito do regime que priorizou o curto prazo em detrimento da continuidade histórica. Assim, somos hoje espectadores de um Processo de Substituição Populacional em Curso.
As probabilidades estão contra nós, mas com as virtudes teologais da Fé e da Esperança, e uma firme Fortaleza interior, podemos sonhar com o resgate do nosso país. Só resta materializar Esperança em Acção concreta.

Desse modo, e embora evite misturar a Grande Política com o plano meramente táctico, é evidente que a alvorada de 2026 nos convoca para um momento decisivo: as Eleições Presidenciais.
O cenário é claro: num lado, temos um candidato de matriz nacional – André Ventura; no outro, uma miríade de figuras inócuas ou comprometidas com a erosão da Pátria. Frente a um candidato com energia e convicção, perfilam-se figuras cinzentas, herdeiras dos vícios de 50 anos de partidarismo e negociatas – aqueles que, se pudessem, venderiam o país às peças.

Acredito que um resultado esmagador do líder do CHEGA nas urnas é absolutamente fundamental para confrontar o regime. Divergências a nível de política externa devem ser colocadas na gaveta. Mesmo que não resulte numa vitória imediata, um grande resultado de Ventura (para mim, uma passagem à segunda volta com uma votação acima dos 35 por cento) constituirá uma ameaça e uma derrota moral para a república vigente. Apesar do quadro constitucional limitador dos poderes do Presidente da República, um Presidente com este mandato seria o “Veto da Nação” no Palácio de Belém, impedindo a dissolução final identidade portuguesa. Não será o fim de nada, mas marcará o princípio de alguma coisa.

Em 2026, o boletim de voto será o nosso manifesto: ou escolhemos a continuidade histórica de Portugal, ou aceitamos o papel de figurantes no nosso próprio território.
Um Feliz 2026 para todos os Portugueses de boa índole e de são patriotismo.

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