“Os militares do Destacamento de Trânsito da Guarda abordaram um condutor e verificaram que este, durante a condução de um veículo pesado de mercadorias, fazia uso de um cartão de tacógrafo pertencente a outra pessoa”, adianta o Comando Territorial da GNR da Guarda em comunicado enviado à agência Lusa.
Tal prática “permitia-lhe exceder os tempos de condução legais e evitar o cumprimento dos tempos de repouso obrigatórios”.
O condutor foi detido e o cartão tacográfico utilizado fraudulentamente foi apreendido.
A GNR lembra que a manipulação, adulteração ou viciação de tacógrafos compromete “gravemente a segurança rodoviária” e constitui uma “infração grave do ponto de vista contraordenacional e, em determinadas situações, criminal”.
“Estas práticas comprometem o cumprimento das normas europeias relativas aos limites máximos de condução, aos períodos mínimos de repouso e ao respeito pelos limites de velocidade, colocando em causa não só a segurança dos próprios condutores, mas também a dos restantes utilizadores da via pública”, é recordado no mesmo comunicado.
A GNR realça que “o respeito pelas regras associadas à utilização do tacógrafo é um elemento essencial para a prevenção da fadiga ao volante, a redução da sinistralidade rodoviária e a promoção de uma circulação mais segura e responsável”.