Mau tempo: Prejuízos no Baixo Alentejo ascendem a quase 38 milhões

Os prejuízos causados ​​pelo mau tempo no Baixo Alentejo ascendem a quase 38 milhões de euros, de acordo com um levantamento que a comunidade intermunicipal já entregue à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

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Segundo o levantamento dos danos realizado pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que abrange 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja (a exceção é Odemira), o mau tempo provocou danos na ordem dos 37,9 milhões de euros na região.

“Fundamentalmente, as consequências registaram-se nos arruamentos dos espaços urbanos e, em muitos casos, nas estradas municipais”, disse hoje à agência Lusa o presidente da CIMBAL, António José Brito.

A também autarca em Castro Verde (PS) destacou, “por ser o mais grave e evidente, o problema registado no concelho de Mértola, onde o crescimento relevante da caudal do Rio Guadiana causou os maiores problemas e danos”.

“Só Mértola soma prejuízos que afetam perto de nove milhões de euros”, indicou o presidente da CIMBAL, considerando tratarem-se de “consequências muito relevantes, pela negativa, porque inesperadas”.

“E, para serem resolvidos, estando completamente fora do quadro orçamental das autarquias, são necessários apoios concretos e rápidos”, defendeu.

Por isso, o levantamento dos danos realizado pela CIMBAL foi entregue, na segunda-feira, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, “que está a coordenar este processo”, explicou António José Brito.

Nesse dia, acrescentou, houve também a possibilidade de se reunir com o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, pelo que foram transmitidas “as enormes dificuldades agora sentidas”.

“A nossa expectativa é que o Governo seja célere e capaz de dar respostas concretas, respostas a tempo e que permitam resolver estes danos com tão grande dimensão”, indicou.

Na opinião da autarca, “a agilidade nas análises e a rápida atribuição de verbas às câmaras municipais será fundamental” para resolver os problemas causados ​​pelo mau tempo e, para tal, “o Governo não pode fugir às suas responsabilidades”.

“O PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência é uma boa medida, que tem de passar do papel, e pensamos que isso vai acontecer”, continua António José Brito.

O presidente da CIMBAL vincou que “as câmaras municipais, sobretudo as que têm orçamentos curtos e muito comprometidos, não tenham apoio do Governo, a partir dessa ferramenta, irão reféns destes problemas, porque não têm capacidade de os resolver com a celeridade que se justifica”.

“Estamos confiantes de que nenhum município vai ficar para trás, embora reconheçamos, obviamente, que há uns casos mais graves do que outros”, referiu.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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