Num comunicado de balanço da campanha “Duas Rodas: Agarre-se à Vida”, que decorreu entre os passados dias 17 e 23, a ANSR refere que, no mesmo período, foram registadas por radares outras 10,6 mil infrações.
O excesso de velocidade foi responsável por 47% das infrações (10.644), enquanto 14% (1.944) se deveu à falta de inspeção periódica obrigatória, 5% (641) à condução sob o efeito do álcool e 3% (356) a “irregularidades relacionadas com o uso do capacete ou equipamentos de segurança”.
Além da ANSR, a campanha foi promovida pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP), tendo “como principal objetivo sensibilizar os condutores de motociclos e ciclomotores para a adoção de comportamentos mais seguros na estrada, atendendo à maior vulnerabilidade destes utilizadores em caso de acidente”.
A propósito, a ANSR adianta ter no mesmo período chamado a atenção de 231 condutores e passageiros de veículos de duas rodas para a importância de usarem capacete e de evitarem “comportamentos de risco, como excesso de velocidade ou manobras perigosas”.
Esta foi a terceira das 11 campanhas previstas no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026, que “mantém os temas trabalhados em 2025 -velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel e veículos de duas rodas a motor – e passa a integrar um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis”, segundo o comunicado.
As campanhas inseridas no PNF são promovidas desde 2020, pela ANSR, pela GNR e pela PSP, “com temáticas definidas de acordo com as recomendações europeias e com os principais fatores de risco associados à sinistralidade rodoviária”.