Ventura esmagador: “Portugal não está nem nunca estará à venda”

O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que “quem deseja ser português não pode ser português de papel”, defendendo que a atribuição da nacionalidade deve pressupor “uma ligação efetiva e afetiva a esta pátria que amamos”.

O tema foi debatido esta quarta-feira no Parlamento, no âmbito da revisão da lei da nacionalidade e das alterações ao Código Penal, que incluem a proposta de criação de uma pena acessória de perda da nacionalidade para cidadãos condenados por determinados crimes.

Segundo o líder do CHEGA, “era importante corrigir um desequilíbrio histórico que o PS e a extrema-esquerda criaram”, referindo-se à “ideia de que se pode pertencer a uma comunidade sem ser dessa comunidade, como se Portugal estivesse à venda”.

No mesmo sentido, acrescentou que “quem quer fazer parte desta comunidade tem de sentir e dizer que ama esta comunidade e este país”, sublinhando a necessidade de reforçar os critérios de pertença e de identificação com o território nacional.

A proposta surge no quadro de um entendimento entre o CHEGA e o Governo (PSD/CDS), tendo o dirigente afirmado que “conseguimos que quem for condenado não permaneça como português”, considerando que esta medida “não devia sequer ser objeto de discussão”.

André Ventura defendeu ainda que “aqueles que cometem crimes na pátria portuguesa perdem a nacionalidade que aqui adquiriram”, enquadrando a iniciativa como um instrumento de responsabilização e de defesa do interesse nacional.

O presidente do CHEGA afirmou também que “o PS traiu o seu país”, sustentando que “foi por isso que só agora conseguimos alcançar este consenso”, classificando este momento como uma alteração relevante no posicionamento político sobre a matéria.

Ventura referiu ainda que “esta não é uma lei banal, nem uma norma qualquer que a Assembleia da República aprova hoje”, tratando-se, no seu entendimento, de “um realinhamento com o melhor que tem sido feito na Europa e no mundo”.

Durante a intervenção, destacou igualmente o papel das instituições, defendendo que “nada pode bloquear a vontade do povo português”, numa referência ao enquadramento político e institucional da proposta.

A concluir, reiterou a mensagem central do seu discurso: “Portugal não está nem nunca estará à venda”.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.
A nova empresa do ex-ministro do Ambiente do PS Duarte Cordeiro, a consultora Shiftify, concentra figuras com ligações ao Partido Socialista na sua estrutura.
O CHEGA garantiu a aprovação de um conjunto de alterações profundas ao modelo de mobilidade aérea para as Regiões Autónomas, numa decisão que o partido considera essencial para pôr fim às falhas que têm marcado o acesso às ligações entre o continente, a Madeira e os Açores.
O presidente do CHEGA revelou hoje que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”, acusando o PSD de não conseguir “ser menos socialista do que os socialistas”.
O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.