IL vota a favor de moção de censura do CHEGA

A Iniciativa Liberal vai votar a favor da moção de censura ao Governo apresentada pelo CHEGA, apesar de considerar que "é uma manobra de distração" que dará "palco ao PS", disse à Lusa a deputada Patrícia Gilvaz.

© facebook/patricia.gilvaz

Admitindo que a IL foi confrontada “com um dilema” sobre de que forma votar a moção de censura do CHEGA, Patrícia Gilvaz disse que foi decidido “votar favoravelmente”, olhando ao “contexto socioeconómico do país” que se “degrada de forma crescente”.

Em declarações à Lusa, Patrícia Gilvaz considerou que a moção de censura “é uma manobra de comunicação e de distração” do CHEGA que “só vai dar palco ao PS”.

“Não podemos ignorar o contexto sócio-económico do país, o degradar constante e crescente da situação do país. A IL tem estado ao lado dos portugueses, aqui uma vez mais não podemos deixar de estar ao lado dos portugueses”, afirmou, lembrando que o partido também apresentou uma moção de censura ao Governo.

Patrícia Gilvaz frisou que “a situação do país não melhorou, tem vindo a piorar, nos serviços públicos, na educação e na saúde” que, considerou, está “num caos”.

Últimas de Política Nacional

A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.
O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.
O líder do CHEGA, André Ventura, condenou hoje as buscas na Câmara Municipal de Albufeira, liderada pelo seu partido. "O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável", referiu.