Comissão de Direitos Humanos condena perseguição a oposição e pede eleições livres na Venezuela

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou a perseguição política a opositores do regime na Venezuela e pediu a Caracas para garantir que as presidenciais de 28 de julho se realizem de forma livre.

©Facebook de Maria Corina Machado

“Até agora, ao longo de 2024, pelo menos 50 pessoas, incluindo membros de campanhas da oposição, sindicalistas, ativistas e jornalistas, foram detidas. Dez estabelecimentos comerciais utilizados para reuniões da campanha da oposição foram encerrados e as caravanas da oposição foram detidas em bloqueios de estradas”, explicou a CIDH na segunda-feira num comunicado divulgado na Internet.

O documento, emitido em conjunto com a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão (RELE), sublinha que “além disso, os líderes da oposição denunciaram o encerramento de meios de comunicação social e a falta de espaço nas rádios e televisões públicas para os candidatos não governamentais”.

“A CIDH e a RELE consideram que estes acontecimentos não são atos isolados. Ao contrário, fazem parte de um padrão de perseguição com o objetivo de desestimular a participação política da oposição e da população em geral. Estes ataques à democracia e estas restrições arbitrárias às liberdades de expressão, associação e reunião, têm como objetivo a perpetuação do partido no poder”, lê-se no documento.

Para a CIDH “é urgente que o Estado venezuelano assuma um compromisso com a democracia”.

“Para tal, é necessário restabelecer a separação e a independência dos poderes públicos, de modo que cessem as perseguições políticas, que sejam respeitadas as liberdades de expressão e de imprensa e seja garantida a participação política da oposição em condições de igualdade”, afirma-se.

“No contexto eleitoral, em particular, o debate democrático exige o mais alto nível de circulação e intercâmbio de ideias, opiniões e informações sobre os candidatos, seus partidos e as suas propostas, principalmente através dos meios de comunicação, de quem aspira a ocupar cargos eletivos e de quem deseja se expressar”, acrescenta-se no comunicado.

Últimas de Política Internacional

Depois de a Inspeção-Geral de Finanças identificar 12,25 milhões de euros em pagamentos “indevidos”, partido quer escrutinar remunerações, autorizações e mecanismos de controlo da estação pública.
Num comunicado divulgado no final dessa reunião, o Conselho da UE refere que os ministros trocaram "pontos de vista sobre a importância de proteger as fronteiras externas" do bloco europeu.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.