Maioria dos docentes quer novo estatuto da carreira em vigor no próximo ano letivo

A maioria dos docentes quer que o novo estatuto da carreira docente, que está a ser negociado entre Governo e sindicatos de professores, entre em vigor já no próximo ano letivo e pede mudanças na avaliação de desempenho.

© D.R.

As conclusões resultam de um inquérito realizado pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), que auscultou 7.191 docentes a propósito do processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

De acordo com os resultados, 66% dos inquiridos querem que o processo esteja concluído em julho de 2025, para que possa entrar em vigor em setembro, no início do ano letivo.

No entanto, as novas regras só deverão começar a ser aplicadas em 2027, já que as expectativas do Ministério da Educação, Ciência e Inovação apontam para um processo negocial demorado, ao longo de, pelo menos, um ano.

Por outro lado, a esmagadora maioria (87,5%) entende que a revisão do sistema de avaliação de desempenho docente deve ser prioritária neste processo, que começou com uma primeira reunião no final de outubro e continua na sexta-feira.

Cerca de nove em cada dez professores defendem o fim das quotas de acesso às menções de “Muito Bom” e “Excelente” e 37,7% pede mudanças também na exigência de aulas observadas.

Quase todos os docentes ouvidos pelo SIPE (95,7%) concordam com a “existência de uma avaliação de desempenho docente uniforme em todos os agrupamentos, com critérios objetivos e sem quotas”.

No âmbito da revisão do ECD, 83,8% pedem o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, uma reivindicação antiga dos sindicatos que representam os professores e educadores e um obstáculo que o próprio ministro, Fernando Alexandre, já disse não fazer sentido e considerou só existir “por motivos de controlo orçamental”.

Os resultados do inquérito do SIPE revelam ainda que a esmagadora maioria entende que os professores devem usufruir de um regime especial de aposentação de acordo com as especificidades e desgaste da sua carreira (97,6%) e concordam com a redução das tarefas burocráticas dos professores (99,3%).

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação volta a receber os 12 sindicatos de professores na sexta-feira para prosseguir o processo negocial.

Entre as mudanças já anunciadas está a promessa de aumentar os salários nos primeiros escalões da carreira docente, com Fernando Alexandre a reconhecer que o valor atual “não é atrativo”.

O processo de recrutamento, o ingresso de carreira e a mobilidade por doença serão os primeiros assuntos a ser debatidos, seguindo-se depois a revisão da estrutura da carreira, avançou o ministro no final da primeira reunião, realizada em 21 de outubro.

A avaliação de desempenho associada à progressão na carreira também será alvo de revisão e negociação, uma vez que tal como está “não é credível” nem “é muito levada a sério pelos professores”, disse Fernando Alexandre.

Últimas do País

A PSP realiza até domingo uma operação de fiscalização intensiva de veículos pesados, controlando os períodos de repouso e de condução, e o funcionamento correto do aparelho de controlo (tacógrafo), além das condições técnicas dos veículos.
A circulação ferroviária regista esta terça-feira "alguns condicionamentos" nas linhas do Norte, de Sintra, do Douro, do Oeste, de Cascais e do Sul, na sequência do mau tempo, informou a Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação às 13h00.
A PSP deteve uma mulher estrangeira no aeroporto de Lisboa na passada sexta-feira por suspeitas de auxílio ilegal à imigração, quando tentava fazer entrar em território nacional outra mulher, com passaporte falso e afirmando ser sua filha.
Em Mesão Frio, a chuva intensa está a provocar "prejuízos significativos" nas vinhas inseridas no Douro, que poderão afetar o rendimento dos viticultores, mas há também estradas afetadas por derrocadas um pouco por todo o concelho.
Perante milhares de árvores derrubadas e o risco acrescido de incêndios, o CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de resolução que pressiona o Governo a avançar urgentemente com um plano de recuperação e reflorestação das zonas mais afetadas.
A Proteção Civil registou 13.388 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje em Portugal continental, informou o comandante nacional.
Pedidos de pizza, táxis, canalizadores e chamadas feitas apenas por falta de saldo no telemóvel. Perto de quatro milhões de chamadas feitas no último ano foram indevidas, sufocando a linha de emergência e atrasando o socorro a quem realmente precisa.
Um militar do Exército, de 21 anos, do Regimento de Cavalaria N.º 3, em Estremoz, distrito de Évora, morreu hoje após uma indisposição durante a prática desportiva, adiantou este ramo das Forças Armadas.
O quadro meteorológico de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental deverá manter-se até quarta-feira, indicou na segunda-feira a Proteção Civil, alertando para um aumento das inundações, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Cerca de 1.200 pessoas de várias regiões de Portugal continental encontram-se esta segunda-feira deslocadas das suas habitações como “medida preventiva” devido aos efeitos do mau tempo, sobretudo inundações, revelou a Proteção Civil, contabilizando 12.477 ocorrências desde 1 de fevereiro.