Macron diz que negociação proposta por Putin é “primeiro passo” mas ainda não chega

O Presidente francês afirmou hoje que as negociações diretas propostas pelo Presidente russo, entre Moscovo e Kiev, em resposta ao cessar-fogo "completo e incondicional" exigido pela Ucrânia, é "um primeiro passo, mas não é suficiente".

© facebook.com/EmmanuelMacron

“O cessar-fogo incondicional não é precedido de negociações, por definição”, disse Emmanuel Macron aos jornalistas, ao sair do comboio na cidade polaca de Przemysl, no regresso de uma viagem à Ucrânia.

Para Macron, esta contraproposta mostra que o Presidente russo, Vladimir Putin, está “à procura de um caminho a seguir, mas há sempre um desejo da sua parte de ganhar tempo”.

Putin propôs hoje negociações “diretas e sem condições prévias” entre a Rússia e a Ucrânia a 15 de maio em Istambul, adiando até lá a hipótese de um cessar-fogo.

A Ucrânia e os aliados europeus lançaram um ultimato à Rússia, no sábado, para aceitar um cessar-fogo “completo e incondicional” de 30 dias, a partir de segunda-feira, sob pena de Moscovo enfrentar novas “sanções maciças”.

Sem se referir diretamente a esta proposta, Vladimir Putin criticou os europeus por tratarem a Rússia “de forma rude e com ultimatos” e afirmou que a instauração de uma trégua deveria fazer parte de discussões mais amplas e diretas sobre o conflito que se arrasta há mais de três anos.

“A Rússia está pronta para negociações sem condições prévias. Propomos que comecem na próxima quinta-feira, 15 de maio, em Istambul”, afirmou Putin em declarações à imprensa no Kremlin, precisando que falará nas próximas horas com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Acrescentou ainda que estas conversações deverão centrar-se nas “causas profundas do conflito” em curso, mas “não excluiu” que possam permitir instaurar “um novo cessar-fogo”.

“Um cessar-fogo novo e genuíno, que seja respeitado não só pela Rússia mas também pela parte ucraniana, o que seria o primeiro passo para uma paz sustentável a longo prazo”, disse.

A ofensiva lançada pela Rússia, em fevereiro de 2022, causou dezenas de milhares de mortos e a Rússia ocupa atualmente 20% do território ucraniano.

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