Invasores são premiados e ficam com casas que ocuparam ilegalmente

A Câmara Municipal de Lisboa entregou 127 casas municipais a famílias que as tinham ocupado ilegalmente. A informação foi avançada pela CNN Portugal, que indica que a entrega das habitações ocorreu já durante o mandato de Carlos Moedas, no âmbito de uma deliberação aprovada pelo atual executivo, que permite, em casos excecionais, a regularização de ocupações anteriores a 1 de outubro de 2021.

© D.R.

Segundo a CNN Portugal, a base legal desta decisão encontra-se na deliberação n.º 855, aprovada em reunião de Câmara em 2022. O documento determinou o arranque de um processo de diagnóstico e análise das situações de ocupação de fogos municipais, tanto os geridos diretamente pela autarquia como os sob responsabilidade da Gebalis — empresa municipal que administra 27 bairros sociais em Lisboa.

Apesar de reconhecer que a ocupação constitui um crime e mereça reprovação social, a deliberação salvaguarda que a necessidade extrema de habitação pode justificar uma resposta excecional por parte do município. “Não obstante o ato de ocupação consubstanciar um crime, punível em sede própria e socialmente merecer total censura e repúdio, não pode ser descurada a necessidade extrema de habitação que, em princípio, está na origem de um ato desta natureza”, lê-se no documento, citado pela CNN Portugal.

A regularização só pode ocorrer quando os agregados familiares se encontram em situação de grave carência socioeconómica e reúnem os critérios que lhes permitiriam aceder ao Programa de Arrendamento Apoiado. Nestes casos, “pode ser atribuída a habitação ocupada”.
Atualmente, cerca de 600 famílias encontram-se em processo de regularização, após terem ocupado ilegalmente casas municipais.

Fonte oficial do gabinete da vereadora Filipa Roseta, responsável pelo pelouro da Habitação, aponta responsabilidades ao anterior executivo, liderado por Fernando Medina. “No início do mandato, deparámo-nos com uma situação muito grave, estimando-se mais de 800 ocupações abusivas sem qualquer diagnóstico”, justificou.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura marcou presença nas comemorações do 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Madeira, e defendeu que homenagear os militares “exige mais do que discursos e cerimónias”. CHEGA defende investimento na Defesa, valorização das carreiras e melhores pensões para antigos combatentes.
Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, acusou hoje o Governo de propaganda, na sequência do anúncio de que 700 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) vão para a pré-aposentação.
Tratores e outros veículos conduzidos por agricultores percorrem hoje de manhã em marcha lenta a Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Serpa, no distrito de Beja, num protesto contra o aumento dos custos de produção no setor.
Menor terá feito vários disparos com projéteis de plástico a partir da varanda de uma residência nas Caldas da Rainha. Réplica foi apreendida pela PSP, que alerta: "Não deve ser tratada como um brinquedo."
PSP registou mais de 54 mil crimes contra pessoas idosas nos últimos três anos, com milhares de casos de furtos, burlas e violência doméstica. Só durante o verão, 294 idosos foram encontrados em situação de risco.
Trinta pessoas morreram em cinco meses da época balnear, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN) num balanço que assinala ainda 1.418 salvamentos e 2.609 ações de primeiros-socorros.