Ficaram em prisão preventiva os quatro detidos que transportavam 1,7 toneladas de cocaína no Atlântico

A PJ indicou hoje que ficaram em prisão preventiva os quatro detidos na operação que realizou juntamente com a Marinha e Força Aérea e resultou na apreensão de 1,7 toneladas de cocaína no Oceano Atlântico.

©facebook.com/pjudiciaria

Em conferência de imprensa, o coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, Vítor Ananias, disse que entre os detidos estão dois equatorianos, um venezuelano e um colombiano e que a investigação é que vai determinar a “divisão hierárquica”.

A prisão preventiva foi declarada aos quatro suspeitos após terem sido ouvidos no juízo de instrução criminal de Ponta Delgada, São Miguel, nos Açores.

“São nacionalidades diferenciadas. Isto também é demonstrativo que as organizações não estão somente sediadas num único país, mas são organizações com uma mobilidade muito grande. Tinham idades acima dos 40 anos e inferiores a 65 anos”, observou.

De acordo com o responsável, os tripulantes a bordo do semissubmersível, proveniente da Venezuela e com destino à Península Ibérica, já contavam com “alguma experiência no meio marítimo e cuja função era precisamente trazer o narcosubmarino até um ponto no meio do Oceano Atlântico e regressar”.

“Vai-se recolhendo diferentes peças de informação que vão ajudando a construir um ‘puzzle’. Após esse ‘puzzle’ estar construído, nós ficamos mais ou menos com uma ideia de qual é a ‘big picture’ da situação e a partir daí começamos a adequar os meios nacionais para fazer as intervenções e as interdições no mar”, salientou, recordando o quadro de cooperação internacional de partilha de informação.

Vítor Ananias sublinhou que é um “processo dinâmico” e que as autoridades vão “orientando os meios no sentido de fazer a intervenção com sucesso”, indicando que vão “continuar a garantir” o seu esforço no combate às organizações criminosas.

O coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ acrescentou que os detidos não apresentaram “algum tipo de resistência” por terem estado 15 dia no mar, “completamente fechados num espaço confinado, sem qualquer tipo de privacidade ou de regalias”.

“Com o calor, com os fumos da embarcação, com a elevada ondulação, com condições meteorológicas difíceis, um dia é difícil, ao fim de 15 ou 20 dias, é estar completamente a desejar sair dali”, sustentou.

Também na conferência de imprensa, o porta-voz da Marinha Portuguesa e da Autoridade Marítima Nacional, comandante Ricardo Sá Granja, disse que a apreensão ocorreu a mais de 1.852 quilómetros (Km) de Lisboa.

“A Marinha, através de um vasto conjunto de meios da componente operacional do sistema de forças, nomeadamente a capacidade de comando e controlo de fiscalização e de projeção de força, empenhou cerca de 70 militares nesta operação, durante mais de 138 horas, cerca de seis dias, e também com mais de 1.527 milhas náuticas navegadas durante esta operação, mais de 2.800 Km navegados”, vincou.

O comandante disse que devido à fragilidade da construção do narcosubmarino “não foi possível concretizar” o reboque até terra e “acabou por afundar”.

O chefe do Centro de Operações Aéreas do Comando Aéreo da Força Aérea Portuguesa, coronel Agostinho Rocha, recordou que o ramo aéreo das Forças Armadas colabora com a Polícia Judiciária e com a Marinha neste tipo de operações, sempre que “é solicitado e operacionalmente possível”.

Últimas do País

A greve nacional de hoje dos enfermeiros teve uma adesão de 71,5%, estando asseguradas pelos profissionais apenas situações urgentes, segundo os dados avançados às 12:30 pelo Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP).
A PSP preparou um plano de contingência para os aeroportos de Lisboa e Faro para lidar com o aumento de passageiros durante a Páscoa, reforçando estas estruturas com mais polícias e postos de atendimento, revelou hoje aquela polícia.
Algumas das vítimas de abuso sexual na Igreja Católica já foram informadas por telefone da rejeição do seu pedido de compensação financeira, confirmou hoje fonte da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
O Projeto de Lei n.º 465/XVII/1.ª do CHEGA, de alteração ao regime jurídico da atividade de TVDE, foi esta sexta-feira rejeitado com votos contra do PS, Bloco e Iniciativa Liberal e a abstenção do PSD, CDS-PP e PCP.
A greve nacional de hoje dos enfermeiros registou níveis elevados de adesão em vários hospitais do país, levando ao encerramento de blocos operatórios e de partos, segundo um primeiro balanço do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
O CHEGA viu aprovado na Assembleia da República um projeto de lei que pretende impedir cirurgias de mudança de sexo em menores de idade.
Os produtores de leite afirmam estar a enfrentar um agravamento das condições económicas marcado pela descida do preço pago à produção, pelo aumento dos custos e pela rejeição de apoios ao investimento, revelou hoje um comunicado divulgado pela APROLEP.
O Tribunal Central Criminal de Lisboa agendou para 03 de junho deste ano o início do julgamento do processo Tempestade Perfeita, relacionado com suspeitas de corrupção em obras em edifícios do setor da Defesa.
O suspeito de crimes de pornografia de menores e abuso sexual de crianças detido pela Polícia Judiciária, na quarta-feira, em Castelo Branco, ficou em prisão preventiva, disse fonte judicial à agência Lusa.
Era para ser uma obra estruturante, mas já começou a falhar antes de sair do papel: o Governo deixou escapar mais de 100 milhões de euros da “bazuca” europeia no Hospital de Todos os Santos: um projeto com mais de 40 anos, custos a disparar e um preço final que continua por esclarecer.