Presidenciais: André Ventura reforça apelo ao voto

O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA reforçou na quinta-feira à noite o apelo ao voto no domingo alegando que "a mudança nunca esteve tão perto".

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“Há adversários meus que estão nestas eleições para agradar a Luís Montenegro, eu não estou. Eu não percebo aqueles adversários à direita que parece que andam a pedinchar, ‘por favor Luís Montenegro venha aqui apoiar-nos’, são os liberais e os sociais-democratas. Eu convidava o Cotrim ou o Luís Marques Mendes a fazer isto: eu quero que se lixe o Montenegro, eu quero o povo português”, desafiou André Ventura.

Num jantar-comício em Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, o também líder do Chega afirmou que será “engraçado” ver como se vão posicionar liberais e sociais-democratas, que sempre disseram combater o socialismo, caso uma segunda volta seja disputada com um candidato socialista – neste caso, António José Seguro.

André Ventura realçou que uma mudança no país “nunca esteve tão perto” e voltou a apelar aos seus apoiantes, a cerca de um dia para o fim da campanha, para que se desloquem às urnas no domingo e “não desistam nem por um segundo”. O candidato voltou a referir a situação dos emigrantes portugueses que têm que se deslocar até às embaixadas e consulados no estrangeiro para votar presencialmente, muitas vezes percorrendo vários quilómetros. “Se quem tem que fazer dois mil quilómetros se vai sacrificar para cumprir o seu dever, nós não temos razão nenhuma para não votar no domingo. Se eles vão, nós também iremos e nós temos que ir votar em todas as secções de voto em Portugal”, apelou.

Durante uma intervenção de cerca de meia hora, Ventura repetiu várias ideias-chave que foi reiterando durante a campanha eleitoral, e voltou a pedir aos eleitores “uma oportunidade”, rejeitando a alternância política entre PS e PSD. “O que é que perdem em arriscar uma vez? O que é que perdem em dar-me uma oportunidade? (…) Não podemos continuar a queixar-nos entre PS e PSD e ficarmos a queixar-nos no sofá”, realçou. O candidato presidencial insistiu na ideia de “pôr Portugal na ordem” e de um país que põe os seus cidadãos nacionais “em primeiro lugar”.

Ventura alegou que o país deixou entrar “toda a gente praticamente sem controlo” e “pessoas que não interessavam nada”, quando os seus jovens “estão a ir embora”. “O saldo é amplamente negativo. Os nossos melhores estão a ir embora e estamos a importar o terceiro mundo. Um país que importa o terceiro mundo torna-se no terceiro mundo”, afirmou.

Já no final de um discurso num jantar longo e que terminou já depois da meia-noite, André Ventura resgatou a imagem do primeiro rei de Portugal e uma história que lhe contavam na universidade. “[Quando] D. Afonso Henriques estava a descer por aí abaixo, cada vez que parava e tinha que pensar noutra batalha que tinha que travar contra os mouros, ele dizia sempre aos seus soldados: ‘Amanhã podemos viver ou morrer, mas Portugal vai continuar'”, disse.

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