Num ponto de situação, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou em comunicado que entre as 00h00 e as 18h00 de hoje foram registadas 377 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sem especificar quais.
De acordo com os dados divulgados, desde as 16h00 do dia 01 de fevereiro até às 18h00 de hoje foram registados um total de 18.762 ocorrências.
As sub-regiões mais afetadas foram a Sub-Região Coimbra, com 2.600 ocorrências, a Sub-Região Oeste, com 2.277, e a Sub-Região Grande Lisboa, com 1.840.
De entre as tipologias de ocorrência mais registradas destaque para as quedas de árvores com 5.574, seguidas de inundações (5.153), quedas de estruturas (3.024), movimentos de massa, vulgarmente conhecidos como penetração de terras (2.914), limpeza de vias (1.852), salvamento aquáticos (162) e salvamentos terrestres (83).
Segundo a Proteção Civil, na resposta a estas ocorrências foram envolvidos 63.685 operacionais, apoiados por 26.087 meios.
A ANEPC registou que o impacto dos efeitos do mau tempo pode ser minimizado através da adoção de comportamentos preventivos adequados recomendando, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, que se evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações.
A autoridade apelou ainda a que sejam retirados das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e outros bens, colocando-os em locais seguros e que não se atravessem zonas e estradas inundadas, além de túneis e passagens inferiores.
Se estiver a conduzir, pare em local seguro e elevado, longe das linhas de água, consulte ainda a nota informativa da ANEPC.
Em casa, a Proteção Civil sugere que os cidadãos se mantenham nos andares superiores ou pontos altos, que se afastem de equipamentos elétricos da água e se desliguem o gás e a eletricidade, se por segurança.
“Se tiver de abandonar a habitação leve apenas o essencial e siga rotas seguras”, aconselha ainda, apelando a que a população esteja atenta a sinais que podem indicar instabilidade do terreno (fendas; muros, postes e árvores expostas; saída de água barrenta do solo), e que em caso de observar alguns destes sinais, “se afaste de imediato”.
Em caso de encontrar uma linha elétrica caída ou cabos expostos, a autoridade pede que se afaste “de imediato, pois existe perigo de eletrocussão, e reporte a situação à E-REDES (800 506 506)”.
“Não toque nem tente afastar cabos – nem com pausa, ferramentas ou quaisquer outros objetos” e, se você tiver um veículo que tocou um cabo elétrico, a ANEPC pede que permaneça dentro do veículo e peça de ajuda de imediato.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15, domingo, para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.