CHEGA requer audição parlamentar do secretário de Estado do Ambiente

O Grupo Parlamentar do CHEGA anunciou domingo ter requerido uma audição na Assembleia da República com o novo secretário de Estado do Ambiente, Hugo Pires, considerando existir uma “suspeita” de conflito de interesses.

Segundo este partido, em 2021, período em que o atual secretário de estado exercia funções como deputado eleito pelo PS, “procedeu à venda da sua empresa de arquitetura e reabilitação urbana à empresa agrícola Penedo do Frade.

“A referida empresa detida por duas irmãs, Lucinda Isabel Guimarães Gomes Marques e Adelaide Sofia Guimarães Gomes Marques, promoveu a implantação de vários hectares de vinha num aterro sanitário do grupo Semural Waste & Energy SA. No grupo Semural, Waste & Energy SA as empresárias são acionistas, sendo que Lucinda Gomes Marques e o seu irmão João José Guimarães Gomes Marques são ainda membros do Conselho de Administração”, refere-se no requerimento.

De acordo com o CHEGA, Hugo Pires, na qualidade de deputado integrava a Comissão de Ambiente e Energia, foi relator de um parecer sobre resíduos urbanos, precisamente no mesmo mês em que vendeu a empresa que detinha”.

“O parecer em causa tem reveladas implicações sobre a empresa com a qual fez negócio, pelo que consideramos que deveria ter sido declarado esse conflito de interesses e pedido escusa”, sustenta-se no requerimento do CHEGA.

Últimas de Política Nacional

Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.