CHEGA requer audição parlamentar do secretário de Estado do Ambiente

O Grupo Parlamentar do CHEGA anunciou domingo ter requerido uma audição na Assembleia da República com o novo secretário de Estado do Ambiente, Hugo Pires, considerando existir uma “suspeita” de conflito de interesses.

Segundo este partido, em 2021, período em que o atual secretário de estado exercia funções como deputado eleito pelo PS, “procedeu à venda da sua empresa de arquitetura e reabilitação urbana à empresa agrícola Penedo do Frade.

“A referida empresa detida por duas irmãs, Lucinda Isabel Guimarães Gomes Marques e Adelaide Sofia Guimarães Gomes Marques, promoveu a implantação de vários hectares de vinha num aterro sanitário do grupo Semural Waste & Energy SA. No grupo Semural, Waste & Energy SA as empresárias são acionistas, sendo que Lucinda Gomes Marques e o seu irmão João José Guimarães Gomes Marques são ainda membros do Conselho de Administração”, refere-se no requerimento.

De acordo com o CHEGA, Hugo Pires, na qualidade de deputado integrava a Comissão de Ambiente e Energia, foi relator de um parecer sobre resíduos urbanos, precisamente no mesmo mês em que vendeu a empresa que detinha”.

“O parecer em causa tem reveladas implicações sobre a empresa com a qual fez negócio, pelo que consideramos que deveria ter sido declarado esse conflito de interesses e pedido escusa”, sustenta-se no requerimento do CHEGA.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA voltou a defender regras mais apertadas para o financiamento partidário, exigindo maior transparência nos donativos e o fim dos benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos.
O partido liderado por André Ventura quer ministro Miguel Pinto Luz a esclarecer por que motivo só um edifício terá proteção antissísmica reforçada numa infraestrutura hospitalar crítica.
O discurso de José Aguiar-Branco nas comemorações do 25 de Abril acabou por expor, em pleno hemiciclo, uma fratura visível no PS, com Pedro Delgado Alves a virar costas em protesto à Mesa da Assembleia da República e António Mendonça Mendes a responder com um aplauso de pé à mesma intervenção.
Mais do que cravos, cerimónias e celebrações, André Ventura defendeu este sábado, no Parlamento, que os portugueses “querem voz”, “salários justos” e “uma vida digna”, usando os 52 anos do 25 de Abril para centrar o debate nas dificuldades económicas, na corrupção e no afastamento entre a liberdade celebrada e a realidade vivida no país.
O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.
Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários