Abusos sexuais: CHEGA defende punição exemplar para pedófilos

O presidente do CHEGA apelou ao Ministério Público para que “atue rapidamente” relativamente aos abusos na Igreja Católica, pedindo uma “união na Assembleia da República” para que se aumente o prazo de prescrição destes crimes.

Referindo-se ao relatório apresentado esta semana sobre abusos sexuais no seio da Igreja, André Ventura disse que “há aqui dois reptos que eu, a par da minha tristeza pessoal, acho que ficam para o futuro”.

O primeiro repto foi dirigido ao “Ministério Público para que atue rapidamente agora com os dados que temos, sobre os casos em que ainda é possível atuar dentro do prazo de prescrição”.

O segundo repto deixado pelo presidente do CHEGA foi para “uma união na Assembleia da República” de forma que se aprove um projeto que já tinha sido apresentado pelo partido para aumentar “o prazo de prescrição destes crimes e para começar a contar-se o prazo desses crimes aos 30 anos da vítima”.

“Há uma coisa que pode unir a Assembleia da República, que são os prazos de prescrição. Esta é uma questão que pode unir esquerda e direita porque não é uma questão de mais punitivo ou menos punitivo, é ter a consciência do que a comissão disse [na segunda-feira] de que há muita gente que é abusada e apenas tem condições de falar sobre estes casos muitos anos depois”, enfatizou.

Recorde-se que o CHEGA apresentou, em dezembro passado, um projeto de lei para a alteração dos prazos de prescrição dos crimes sexuais contra menores. Após discussão em plenário, o projeto foi votado e rejeitado com os votos contra do PS, PSD, PCP, BE, L e as abstenções do PAN e da IL.

Agora, volvidos dois meses deste chumbo, a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica veio sugerir o que o Parlamento rejeitou em dezembro: que sejam alterados os prazos de prescrição para este tipo de crime.

“Perante as dificuldades [das vítimas] em verbalizar, chegámos à conclusão de que esta idade deve ser aumentada. Daí que uma das nossas movimentações vá no sentido de que essa idade seja aumentada para os 30 anos. (…) Nós sugerimos apenas que a Assembleia da República pondere e que o faça se assim o entender”, referiu Álvaro Laborinho Lúcio.

A Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica recebeu 512 testemunhos validados relativos a 4.815 vítimas desde que iniciou funções em janeiro de 2022, anunciou na segunda-feira o coordenador Pedro Strecht, que referiu ainda que esta comissão enviou para o Ministério Público 25 casos.

Os casos de abusos sexuais revelados ao longo de 2022 abalaram a Igreja e a própria sociedade portuguesa, à imagem do que tinha ocorrido com iniciativas similares em outros países, com alegados casos de encobrimento pela hierarquia religiosa a motivarem pedidos de desculpa, num ano em que a Igreja se vê agora envolvida também em controvérsia, com a organização da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa.

Recorde-se que o CHEGA tem vindo a lutar, desde a sua origem, por uma punição mais severa para crimes graves e hediondos, como é o dos abusos sexuais de menores, defendendo o aumento das penas, como também a castração química de pedófilos desde que aplicada com o seu consentimento.

Últimas de Política Nacional

A escolha é entre André Ventura, do CHEGA, e Luís Montenegro, do PSD. Para os inquiridos da última sondagem da Aximage, André Ventura ocupa o primeiro lugar no pódio, com 44% dos inquiridos a considerá-lo o Líder da direita em Portugal. Em segundo lugar surge Luís Montenegro, atual Primeiro-ministro, com 43% dos votos.
O CHEGA questionou hoje a ministra da Justiça sobre as razões para que o material químico apreendido pela Polícia Judiciária que estava no atrelado guardado por uma empresa de construção civil de Barcelos não ter sido destruído.
É a André Ventura que os inquiridos da sondagem da Aximage atribuem o título de principal figura da oposição ao Governo em Portugal.
Questionados sobre a carta que o Líder do CHEGA endereçou ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, tendo como objeto a demissão do ministro Luís Neves, 59% dos inquiridos da sondagem Aximage afirmam concordar com a posição e atuação de André Ventura.
O CHEGA voltou a exigir fronteiras controladas perante a invasão migratória registada em Ceuta, onde cerca de 49 mil imigrantes entraram ilegalmente em apenas 24 horas, um número que poderá ser ainda mais elevado. Para André Ventura, a Europa tem de travar a imigração ilegal e recuperar imediatamente o controlo das suas fronteiras. “Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do partido líder da oposição em Portugal.
Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto.
O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.