MAI agenda reunião com sindicatos do SEF

©Facebook.com/sef

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, manifestou hoje disponibilidade para receber os sindicatos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e apontou a “próxima semana” como data possível para a reunião.

“Vamos mandar marcar uma reunião tão breve quanto possível. Esta semana terei uma deslocação a Bruxelas para o Conselho Justiça e Assuntos Internos (JAI), e esta semana dificilmente poderá ocorrer, mas tão breve quanto possível, talvez na próxima semana, possa reunir com os dirigentes sindicais, a quem manifesto uma palavra de profunda compreensão”, afirmou.

O ministro falava em Bragança, à margem da cerimónia do aniversário do Comando Distrital da PSP, em resposta ao pedido feito, no domingo, pelo O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF/SEF)de reuniões ao Governo devido à “indefinição do processo de extinção” daquele serviço de segurança, que está a “prejudicar a segurança e o desenvolvimento económico e social do país”.

O sindicato que representa os inspetores do SEF manifestou expressou concretamente preocupação com a Jornada Mundial da Juventude, que se realiza em agosto em Lisboa e deverá acolher cerca de 1,5 milhões de pessoas que vão passar pelas fronteiras portuguesas, e com a possibilidade da chegada de mais imigrantes ao país.

Questionado pelos jornalistas em Bragança, o ministro disse compreender a “inquietude” que a atual situação causa aos trabalhadores do SEF e garantiu que o Governo está determinado a conseguir fechar “até ao final do mês” de março, a solução e estrutura legislativa.

José Luís Carneiro recordou que são quatro tutelas a cooperar neste processo, além da Administração Interna, a Justiça, Administração Pública e Assuntos Parlamentares, cabendo a esta última a iniciativa da elaboração da proposta da Agência Portuguesa para as Migrações e para o Asilo (APMA), da qual resultará a solução relativa aos trabalhadores do SEF, depois da extinção deste organismo.

“Nós tínhamos previsto encerrar o processo legislativo até final de março, ainda não estamos no fim de março, o que nos podemos comprometer é procurar manter esse compromisso, ou seja de até ao final de março termos a solução legislativa fechada”, reiterou.

O governante discorda com as observações em relação à segurança da Jornada Mundial da Juventude e garantiu que, “por força do acordo de cooperação policial estabelecido entre a direção do SEF, a PSP, a GNR e a PJ, os níveis de cooperação policial aumentaram e aprofundaram-se”.

“Nós mantemos nas fronteiras aéreas, terrestres e marítimas todos os funcionários que estavam afetos a estas funções no âmbito do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras mais os policias de segurança pública e os guardas da Guarda Nacional Republicana e também os inspetores da Polícia Judiciária”, vincou.

Segundo o ministro, há agora “mais recursos humanos empenhados na missão de segurança ao país, com uma entidade responsável pela coordenação da segurança, essa entidade é o Sistema de Segurança Interna, que interage com as várias áreas de soberania”.

Segundo disse, atualmente “vários pontos das fronteiras nacionais estão com uma capacidade de resposta muita superior” aquela que havia há cerca de um ano e deu o exemplo dos aeroportos nacionais, onde o tempo de espera foi reduzido “em mais de 40 minutos” e onde a espera para entrar no país anda agora “muito próxima dos 50 minutos”.

“O que significa que essa cooperação entre as diferentes forças de segurança permite dar a garantia de que o país se encontra hoje, na gestão integrada de fronteiras, mais seguro do que há um ano “, reforçou.

No âmbito da reestruturação do SEF, as competências policiais vão passar para a PSP, GNR e PJ, enquanto as atuais atribuições em matéria administrativa relativamente a cidadãos estrangeiros passam a ser exercidas pela APMA e pelo Instituto dos Registos e do Notariado (IRN).

A reestruturação do SEF foi decidida pelo anterior Governo e aprovada na Assembleia da República em novembro de 2021, tendo já sido adiada por duas vezes.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura obteve uma derrota na segunda volta das eleições, mas os portugueses o colocaram “no caminho para governar o país”.
O candidato presidencial André Ventura hoje “um desrespeito pedir às pessoas para irem votar”, tendo em conta a situação em algumas zonas do país devido às cheias, mas espera que “todos consigam cumprir o dever”.
O candidato presidencial António José Seguro assumiu sem rodeios que usará todos os poderes de Belém para impedir soluções governativas à direita.
Apesar do estado de calamidade decretado em dezenas de concelhos após a tempestade Kristin, António José Seguro afasta qualquer adiamento das eleições presidenciais. O candidato sublinha que o processo já está em curso, lembra o voto antecipado em mobilidade e garante que estão asseguradas condições para votar no próximo domingo, numa posição que contrasta com a defendida por André Ventura.
O partido liderado por André Ventura exige explicações urgentes sobre indemnizações, resposta das seguradoras e atrasos no apoio a famílias e empresas afetadas pelo temporal que deixou mortos, destruição e prejuízos milionários.
O CHEGA quer levar o ministro da Agricultura ao Parlamento para explicar por que razão os agricultores afetados pela tempestade Kristin continuam sem liquidez, apesar das promessas de milhões anunciadas pelo Governo.
André Ventura diz que não existem condições mínimas para eleições e propõe suspender a segunda volta das eleições presidenciais a Belém, enquanto as populações lutam para sobreviver.
O Ministério Público angolano quer Ricardo Leitão Machado como arguido por suspeitas de burla qualificada em negócios avaliados em centenas de milhões de dólares. O empresário é cunhado do ministro da Presidência e está no centro de uma investigação que atravessa Angola, Portugal e os Estados Unidos.
Frederico Perestrelo Pinto, de 25 anos, passará a auferir 4.404 euros brutos mensais, um valor próximo do vencimento de um deputado. Nomeação assinada por três ministros levanta dúvidas.
O candidato presidencial André Ventura pediu hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para cancelar a visita a Espanha, prevista para sexta-feira, para poder estar junto das populações afetadas pelo mau tempo.