NATO deve continuar a demonstrar que fortalece EUA

© Facebook Jens Stoltenberg

O secretário-geral da NATO deixou hoje ao seu sucessor, que será escolhido nos próximos meses, o conselho de explicar a Washington, caso Donald Trump volte a ser Presidente, que a permanência na Aliança Atlântica fortalece os Estados Unidos.

Jens Stoltenberg, que vai acabar o mandato em outubro, foi questionado durante uma conversa no Fórum Bruxelas sobre como é que o seu eventual sucessor tem de conversar com Donald Trump ou outro Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) que ameace sair da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

“A principal tarefa do secretário-geral é fazer com que a família permaneça junta, não é sempre fácil, nunca foi, e [é preciso lembrar que] até para os Estados Unidos é bom haver aliados e amigos, nenhuma outra potência tem tantos aliados, a China não os tem”, respondeu o secretário-geral da NATO acerca da preparação da cimeira de 11 e 12 de julho, em Vílnius, na Lituânia.

Trump, 45.º Presidente do EUA (2016-2020), ameaçou em várias ocasiões sair da Aliança Atlântica por causa da discrepância de investimento na organização entre os Estados-membros.

A despesa dos Estados Unidos na área da Defesa é, de longe, a maior dos 31 Estados-membros e Washington lidera também no investimento na própria NATO desde a criação da organização em 1949.

Na cimeira de julho é expectável que Stoltenberg insista com os 31 países que integram a NATO sobre a necessidade de ir mais longe na percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) que é dedicado à Defesa.

O secretário-geral está a viajar para as capitais dos Estados-membros – esteve em Lisboa na última quinta-feira – em preparação para a conferência de Vílnius.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi convidado para participar na cimeira, na sequência da invasão da Federação Russa, que provocou a maior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial.

Durante a conversa para antecipar a cimeira de julho, Stoltenberg falou também sobre a adesão da Ucrânia à NATO e, apesar de reconhecer que tal é impossível enquanto este país estiver sob invasão da Rússia, “são os aliados e a Ucrânia que têm de decidir quando é que o país vai aderir, não é Moscovo”.

E reconheceu que esse dia pode estar mais próximo, uma vez que as Forças Armadas ucranianas estão cada vez mais em linha com os padrões dos 31 países da NATO, ainda mais quando os Estados-membros “começarem a treinar os pilotos” no uso dos caças F-16.

Últimas do Mundo

Um português de 41 anos foi brutalmente atacado com uma faca por um homem de origem marroquina, após tentar impedir atos de vandalismo, ficando com um corte profundo no rosto.
Os dados mais recentes sobre terrorismo na União Europeia mostram um cenário inegável: a maioria dos ataques registados nos últimos anos está associada à extrema-esquerda e a grupos anarquistas.
A mulher do primeiro-ministro espanhol foi processada por quatro crimes por um juiz de instrução de Madrid, que propôs que seja julgada por um júri popular, segundo um despacho conhecido hoje.
Os preços mundiais do café subiram 2,3% em março, após três meses consecutivos de quedas, num contexto de "choque geopolítico" provocado pelo conflito no Médio Oriente e pelo bloqueio do estreito de Ormuz.
A Polícia Marítima informou hoje que detetou e intercetou no domingo uma embarcação com 35 migrantes a bordo, ao largo da ilha grega de Gavdos, no âmbito de uma operação da agência europeia Frontex.
A Comissão Europeia afirmou hoje que não há riscos imediatos no abastecimento de gás para a União Europeia, mas avisou que a guerra no Médio Oriente vai ter “consequências a longo prazo” no fornecimento dessa fonte de energia.
Várias plataformas digitais garantiram que vão continuar a rastrear conteúdos de abuso sexual de crianças 'online', apesar do fim, no dia 03 de abril, do regime europeu que enquadrava legalmente a deteção e denúncia destes conteúdos.
Nove embarcações chegaram em menos de um mês e centros já estão no limite. Autoridades admitem cenário crítico e temem agravamento nos próximos dias.
O regime europeu que permite detetar o abuso sexual de crianças 'online' termina hoje, ficando todas as plataformas tecnológicas proibidas de rastrear e denunciar imagens ou conversas com este tipo de conteúdo, “uma página negra” para os direitos das crianças.
A autoridade anticorrupção e a polícia de Hong Kong anunciaram hoje a detenção de 42 pessoas por suspeita de infiltração de organizações criminosas em projetos de manutenção de edifícios residenciais.