Ampolas de morfina furtadas de base do INEM

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) confirmou hoje que material foi furtado da sua base logística situada na Quinta do Lumiar, em Lisboa, e que o “incidente está sob investigação”.

“O INEM confirma que ocorreu um furto de material na Quinta do Lumiar. O incidente está sob investigação”, adiantou o instituto responsável por coordenar o funcionamento do Sistema Integrado de Emergência Médica, sem adiantar mais informações.

Segundo a SIC Notícias, “cerca de dez ampolas de morfina foram furtadas” de instalações do INEM nos últimos dias, um caso “detetado após a realização de um inventário de rotina às viaturas estacionadas naquele local” e reportado à direção no início da semana.

Na sequência destas notícias, a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) salientou que a morfina, que “pertence ao grupo dos opioides”, é um “fármaco que deve estar devidamente controlado, acomodado”.

“Não é por acaso que, nos países onde existem verdadeiros serviços médicos de emergência”, este fármaco se encontra “num pequeno cofre num compartimento” das viaturas de socorro, adiantou a associação, ao salientar que “este é mais um episódio de manifesta gravidade que vem por a nu o mau funcionamento do INEM”.

Uma auditoria interna recente ao INEM, a que a agência Lusa teve acesso, apontou falhas no armazenamento de medicamentos e concluiu que o instituto não garante que todos os consumíveis estão dentro da validade, o que pode por em perigo a segurança dos doentes.

Na resposta, o instituto garantiu que as “situações pontuais” detetadas já foram ou estão a ser alvo de correção.

“As situações identificadas em auditoria realizada pelo próprio INEM já foram e/ou estão a ser alvo de correção. Trata-se de situações pontuais, numa auditoria realizada por amostragem, que não podem generalizar-se a todo o instituto”, referiu.

Últimas do País

O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi hoje condenado a 18 anos de prisão.
Professores relataram hoje dezenas de falhas relacionadas com o processo de correção dos exames nacionais, num cenário que descrevem de “caos”, e exigem esclarecimentos por parte da tutela e o apuramento de responsabilidades.
Um homem, de 38 anos e de nacionalidade estrangeira, foi detido por falsificação de centenas de contratos de arrendamento na Área Metropolitana do Porto, alegadamente para auxílio à imigração ilegal, indicou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Um em cada quatro alunos inscritos num curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) abandonou o ensino superior um ano após ter entrado, segundo dados do portal Infocursos, que revela ainda mais desistências no ensino privado.
Lisboa está a assistir ao crescimento de um fenómeno pouco habitual: grupos de cidadãos que decidiram passar à ação para identificar e perseguir carteiristas nas zonas mais turísticas da cidade. O aumento destes movimentos surge numa altura em que muitos moradores e comerciantes se mostram frustrados com aquilo que consideram ser um sentimento de impunidade em torno deste tipo de criminalidade.
Em apenas quatro anos, Portugal duplicou o peso da população estrangeira e passou a integrar o grupo dos dez países da União Europeia com maior proporção de residentes estrangeiros. Hoje, um em cada sete habitantes é cidadão de outra nacionalidade.
O número de pessoas sem médico de família aumentou em 41 mil em 2025, com o Conselho das Finanças Públicas (CFP) a alertar que esse crescimento acontece no contexto "particularmente relevante" de envelhecimento dos especialistas dessa área.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje ter apreendido 63 armas de fogo em 61 operações de fiscalização em armeiros, entre 22 e 26 de junho, empregando 105 operacionais em todos os comandos territoriais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou mais de 2.300 furtos em residências neste ano e alertou para as “férias de verão, períodos em que muitas habitações ficam temporariamente desocupadas”.
A Associação de Empresas de Medicina do Trabalho alertou hoje que a falta de médicos está a impedir o cumprimento da lei e apelou ao Governo para adotar medidas urgentes que evitem sanções às empresas por atrasos nas consultas.