Netflix eleva número de assinantes, aumenta negócio e mantém lucro

© D.R.

O número de assinantes da Netflix aumentou no segundo trimestre em 5,890 milhões para mais de 238 milhões, devido em particular à sua política de restrição de partilha de palavras-passe, anunciou hoje a empresa.

A plataforma de transmissão em contínuo (‘streaming’), que está confrontada, como as suas concorrentes, com uma greve de atores e cenaristas nos EUA, lucrou 1,5 mil milhões de dólares, similar ao do mesmo período do ano passado, mas acima das expectativas, como noticiou depois do fecho de Wall Street.

No trimestre em apreço, a empresa teve um volume de negócios de 8,2 mil milhões de dólares, abaixo do esperado, no que é um crescimento homólogo de 2,7%.

Depois do encerramento da praça nova-iorquina, a ação Netflix evoluía a perder cinco por cento nas transações eletrónicas.

Os resultados trimestrais foram divulgados em plena greve massiva de atores e cenaristas, que causou a pior paralisia do setor em mais de 60 anos.

Na sexta-feira, centenas de grevistas manifestaram-se frente à sede de Netflix em Hollywood, em Los Angeles, bem como em outros locais e perante outras emersas, como HBO, Amazon e Paramount.

Os dois corpos de profissionais reclamam a revalorização das remunerações, comprometida na era do ‘streaming’. Pretendem também obter garantias quanto ao uso da inteligência artificial dita generativa, para impedir que esta produza argumentos ou clone as suas vozes e imagem.

“Queremos trabalhar duro para encontrar uma solução justa e equitativa para evitar a greve”, tinha declarado em abril o codiretor-geral, Ted Sarandos.

“Mas, se ocorrer, temos uma base importante de filmes e programas do mundo inteiro”, acrescentou. “Podemos aguentar durante muito tempo”.

Últimas de Economia

O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Aumento entra em vigor já esta quarta-feira. Revendedores falam em apoios “vergonhosos” e apontam dedo aos impostos.
O preço médio semanal (eficiente) calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) desce esta semana para a gasolina, mas sobe para o gasóleo, que se mantém acima dos dois euros.
O impacto negativo do conflito no Golfo Pérsico sobre a economia portuguesa vai sentir-se já no primeiro trimestre, “podendo intensificar-se nos trimestres seguintes”, segundo a edição de março do Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG divulgada esta terça-feira.
A inflação acelerou para 2,7% em março, de acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) esclareceu esta segunda-feira que as medidas extraordinárias no setor energético aplicáveis aos clientes afetados pelo mau tempo, como o pagamento fracionado das faturas de luz e gás, vigoram até 30 de abril.