23 Julho, 2024

Há relação entre o aumento da Criminalidade em Portugal e a Imigração?

Convido os leitores a refletirem sobre este assunto tão importante e urgente – o aumento da criminalidade em Portugal e a “aparente” estratégia da esquerda em promover uma imigração descontrolada e irresponsável. Nos últimos anos, a população estrangeira passou de 436.020 (2009) para 781.247 (2022), quase que duplicou, e a comunidade brasileira mais que dobrou de aproximadamente 107 mil para cerca de 240 mil (Pordata). Atraídos pela qualidade de vida, pelos serviços públicos, e em especial pela segurança, o interesse dos estrangeiros em viver e trabalhar em Portugal tem aumentado de forma categórica. A segurança, por exemplo, foi a principal razão da migração da nossa família há mais de 12 anos. Fui vítima de cerca de 20 assaltos à mão armada no Brasil. Em nosso país, e em especial em nosso estado – Pernambuco, cada vez mais tem aumentado a criminalidade, principalmente este ano, diante do desgoverno da esquerda. Atualmente, há uma média de 12 mortes por dia em Pernambuco decorrente da violência nas ruas, segundo afirmou o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) no Seminário Veritas Liberat realizado este mês na Europa. A criminalidade violenta em Portugal também vem a aumentar. Em 2022 subiu 14,4%, e nos primeiros quatro meses de 2023, o aumento foi de 10,5%, tendo a delinquência juvenil um assustador crescimento de 32,5%, de acordo com os dados da PSP/GNR e do Relatório de Segurança Interna (RASI). Entre os crimes que mais subiram constam o roubo na via pública e o roubo por “esticão”, o que é muito comum em meu país de origem. Quem é brasileiro sabe do que falo. Certamente contribuímos para este aumento no índice dos crimes cometidos, principalmente pelos jovens. Senão, vejamos, a falta de controlo de quem entra no país – devido a tal política de portas abertas – faz com que entre todo o tipo de gente, inclusivamente os grupos criminosos como o PCC (a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil). Outro facto contributivo é a promoção, que os partidos irresponsáveis fazem, ao consumo de droga, quando se pretende descriminalizar quem consome. Recentemente o parlamento aprovou a descriminalização de drogas sintéticas, e nós do CHEGA, fomos o único partido que votou contra. O diploma recebeu os votos a favor do PS, IL, BE, PCP, PAN e Livre, e a abstenção do PSD e de nove deputados socialistas. Para aqueles mais atentos, esperem também pela nova droga sintética que tem causado dores de cabeça às autoridades policiais brasileiras, a chamada K9 ou zumbi. Segundo a polícia esta fórmula surgiu nos presídios comandos pelo PCC, aquele grupo que já se instalou em Portugal, lembram? Vejam, então, quanta “coincidência”, este aumento exponencial da população imigratória a partir de 2009 foi a na mesma altura em que foi dado o primeiro alerta sobre a presença do PCC em Portugal por meio de um relatório do Departamento do Estado norte-americano, o que parece ter sido desvalorizado pela PJ e pelo SEF. No entanto, em Braga, o professor e investigador de Direito Penal e Constitucional, Gonçalo S. de Melo Bandeira, alertou ao país através da sua publicação no Diário do Minho, sob o título “Crime Organizado Brasileiro em Portugal e UE”. Este bracarense, acompanhou no Brasil as atividades do PCC e do Comando Vermelho entre os anos de entre 2011 e 2019. Ele sabe quão perigoso é ter as “portas escancaradas”. Há relação ou não entre criminalidade e imigração? Em números não podemos afirmar, mas podemos inferir e nos preocupar com o que pode (ou com que já está a) acontecer e denunciar este fenómeno desenfreado da imigração em Portugal. Quer haja relação ou não, é importante também reflectirmos: Portugal está preparado para receber, dentro da sua estrutura de segurança (e outros serviços – habitação, saúde etc), um número elevado de migrantes? O reforço das forças de Segurança Pública é proporcional à chegada das novas comunidades? Acredito que não. E isto muito me preocupa. Não quero reviver, o que infelizmente vivi no meu país. Urge, portanto, ser mais exigente com quem entra para conseguir ser mais responsável com quem já está!

Folha Nacional

Folha Nacional

Folha Nacional

Ficha Técnica

Estatuto Editorial

Contactos

Receba o Folha Nacional no seu e-mail

© 2023 Folha Nacional, Todos os Direitos Reservados