Comissão Europeia convoca reunião para discutir repatriamento de imigrantes de “risco”

A Comissão Europeia convocou para sexta-feira uma reunião extraordinária para abordar a coordenação entre os 27 no repatriamento de imigrantes considerados de "risco" para a União Europeia (UE), anunciou hoje a comissária para os Assuntos Internos, Ylva Johansson.

© Facebook de Ylva Johansson

No encontro participarão representantes dos países que compõem a UE para debater se há pessoas que têm de abandonar a União pelo “potencial risco” que representam para os estados-membros.

A reunião surge depois de na segunda-feira um homem que, alegadamente, estava sinalizado como potencialmente perigoso pelo risco de radicalização religiosa, ter matado duas pessoas em Bruxelas, acabando o suspeito por ser morto pela polícia belga durante a madrugada de terça-feira.

O ataque foi o segundo no espaço de uma semana em território europeu. Na última sexta-feira, um homem matou uma pessoa em Arras (França).

Os dois atacantes alegadamente reivindicaram os homicídios para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), uma organização islamista considerada terrorista pela generalidade dos países, incluindo os da UE.

Hoje, no final de uma reunião dos ministros da Administração Interna, no Luxemburgo, a comissária para os Assuntos Internos referiu que houve concordância de que falta coordenação de informação entre os Estados-membros e uma atuação mais célere para assegurar que pessoas consideradas perigosas não permanecem em solo europeu.

O suspeito do duplo homicídio em Bruxelas, por exemplo, estava sinalizado na Suécia e em Itália (chegou a estar detido) e foi-lhe recusado asilo político na Bélgica, que também sinalizou o risco de radicalização religiosa.

A coordenação e devolução de cidadãos a países de origem nestas circunstâncias já faz parte do Novo Pacto em matéria de Migração e Asilo, mas os 27 ainda não consensualizaram posições sobre a totalidade do pacote – em grande parte devido a um braço-de-ferro iniciado pela Polónia e Hungria.

Por isso, os 27 querem agora decidir antecipadamente sobre esta questão em específico, para evitar a permanência de pessoas sinalizadas como perigosas e que não sejam cidadãos europeus.

Na quarta-feira, durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, o primeiro-ministro sueco referiu que são necessários “melhores acordos” com países terceiros para evitar o ‘limbo’ quando esses países recusam receber os seus cidadãos depois de serem expulsos da UE.

Últimas do Mundo

O número de insolvências de empresas na Alemanha atingiu em 2025 o nível mais alto dos últimos 20 anos (17.604), de acordo com uma análise divulgada hoje pelo Instituto Leibniz de Investigação Económica de Halle (IWH).
A igreja católica de Espanha vai assumir a reparação de centenas de vítimas de abusos sexuais cujos casos não podem já ter resposta por via judicial, segundo um acordo assinado hoje entre a Conferência Episcopal e o Governo.
A justiça britânica aplicou penas de prisão a três residentes de Epping, em Essex, que, somadas, superam a condenação do imigrante ilegal responsável por crimes sexuais que desencadearam os protestos.
Os aeroportos europeus de Amesterdão, Bruxelas e Paris tiveram hoje de cancelar centenas de ligações aéreas, incluindo para Portugal, devido à queda de neve e vento, de acordo com as autoridades locais.
A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.