Sociedade de Medicina da Reprodução pede medidas para reduzir listas de espera no SNS

A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) apelou hoje às entidades governamentais medidas para reduzir as listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para consultas e tratamentos na área da infertilidade.

© D.R.

Em comunicado, a SPMR alerta ainda para a importância da referenciação atempada dos doentes para os centros de procriação medicamente assistida pelos cuidados de saúde primários.

“O tempo médio de espera para um tratamento nos hospitais públicos é de um ano e meio: quatro a cinco meses para a primeira consulta e um ano para o tratamento. E estes números assustadores não ficam por aqui, se for necessário recorrer à doação de gâmetas (ovócitos e espermatozoides), chega a demorar três anos”, alerta o presidente da SPMR, Pedro Xavier, citado em comunicado.

A SPMR recorda que existem cerca de 300 mil casais inférteis em Portugal, um número que tem vindo a aumentar.

“Torna-se, desta forma, urgente apoiar os casais no seu acesso aos tratamentos de procriação medicamente assistida no setor público”, refere o especialista.

Pedro Xavier defende também a importância de alertar para “a preservação do potencial reprodutivo através da congelação de ovócitos, como uma estratégia potencialmente benéfica para as mulheres que não podem, ou não querem engravidar no imediato”.

A partir desta segunda-feira e até ao dia 12 de novembro decorre a semana europeia da fertilidade, organizada desde 2016, que tem por objetivo “sensibilizar o público para a questão da fertilidade e comunicar os desafios enfrentados por aqueles que se encontram nesta situação”.

Últimas do País

Os serviços de apoio domiciliário são considerados essenciais para manter as pessoas em casa e combater a solidão, mas enfrentam escassez de profissionais, baixos salários e limitações que impedem uma resposta às necessidades mais complexas, revela hoje um estudo.
A atuação do Estado português durante a pandemia de covid-19 está novamente sob escrutínio, após a divulgação de contratos assinados com farmacêuticas que reconhecem incertezas quanto à segurança e eficácia das vacinas no momento da sua aquisição.
Uma grávida transportada do Barreiro deu à luz antes de entrar no serviço de urgência do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, confirmou à Lusa a instituição, adiantando que mãe e bebé estão bem.
Um jovem de 17 anos foi esfaqueado na tarde de quinta-feira, em Camarate, no concelho de Loures, depois de uma discussão com outro jovem, alegadamente por motivos fúteis.
As instalações da GNR de Vila Nova de Famalicão vão ser alvo de uma "intervenção urgente", orçada em 421 mil euros, para acudir, sobretudo, ao problema das infiltrações, anunciou hoje o município.
O médico Vítor Almeida afirmou hoje que recusou liderar o INEM em 2024 devido à falta de garantias do Ministério da Saúde sobre o serviço de helicópteros de emergência médica, alegando que a solução passava por ajuste direto.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou no ano passado quase 73 mil veículos a circular sem inspeção obrigatória, uma média que ronda os 200 por dia, e um em cada quatro foi em Lisboa e Porto.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) inicia hoje a operação “Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2026”, reforçando a visibilidade nos grandes centros urbanos e a segurança rodoviária, informou hoje aquela força de segurança.
Cinco homens e uma mulher, entre 31 e 42 anos, foram detidos por suspeita de tráfico de estupefacientes, após buscas em Loures, Lisboa e Cascais, com apreensão de quantidades elevadas de drogas de vários tipos, revelou hoje a PSP.
Cinco pessoas foram detidas na Madeira no decurso de uma "operação policial de grande envergadura", em que foram também apreendidos sete veículos, 10 telemóveis e um "grande valor monetário", indicou hoje a Polícia de Segurança Pública (PSP).