14 Julho, 2024

Irão pede a países muçulmanos que qualifiquem exército israelita de “organização terrorista”

O Presidente iraniano, Ebrahim Raissi, apelou hoje, em Riade, aos países muçulmanos para que qualifiquem o exército israelita como uma "organização terrorista" devido à sua operação armada na Faixa de Gaza.

© Facebook de Ebrahim Raisi

No discurso que proferiu perante os líderes árabes e muçulmanos reunidos na capital saudita, Ebrahim Raissi apelou também aos países muçulmanos para que se preparem para “armar os palestinianos” se os “crimes de guerra” de Israel continuarem.

“O exército israelita deve ser reconhecido como uma organização terrorista”, declarou o Presidente iraniano durante a reunião de emergência da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) dedicada à guerra entre Israel e o Hamas.

O Hamas, apoiado pelo Irão que o considera um “movimento de libertação”, está classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, Canadá e União Europeia, entre outros.

“Agora que as organizações internacionais se tornaram inúteis, temos de desempenhar um papel”, acrescentou Raissi, apelando aos países muçulmanos para que “rompam todas as relações políticas e económicas” com Israel, que o Irão não reconhece.

O responsável apelou também a “um boicote comercial contra o regime sionista, particularmente no setor da energia”.

Ebrahim Raissi acusou, mais uma vez, os Estados Unidos de serem o “principal parceiro” de Israel “nestes crimes”. “A América entrou diretamente na guerra, enviando navios” para o Mediterrâneo oriental, afirmou.

A viagem de Ebrahim Raissi a Riade é a sua primeira visita à Arábia Saudita desde o anúncio surpresa, em março, do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois pesos pesados do Médio Oriente, após uma interrupção de sete anos.

Após 36 dias de guerra, que começou a 07 de outubro com o ataque do Hamas ao território israelita, no qual morreram mais de 1.400 pessoas e mais de 240 foram raptadas de aldeias perto de Gaza, os bombardeamentos israelitas mataram já mais de 11.000 pessoas e feriram cerca de 27.500, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlada pelo grupo islamita.

 

Agência Lusa

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