Abusos sexuais dentro da Igreja não podem ser encobertos nem silenciados

O Papa Francisco disse hoje, num encontro com representantes diocesanos em Roma, que os abusos sexuais dentro da Igreja católica não podem ser encobertos nem silenciados.

© D.R.

“Nenhum silêncio ou encobrimento pode ser aceite na questão do abuso. Esta matéria não é negociável”, vincou o líder dos católicos, numa audiência com representantes das dioceses da Conferência de Bispos Italianos.

“É importante buscar a verdade e restaurar a justiça entre a comunidade eclesiástica, mesmo quando o comportamento não é considerado um crime na lei nacional, mas é considerado um crime na lei canónica”, frisou.

Os abusos sexuais são “uma realidade dolorosa”, assinalou Francisco, indicando as três ações a tomar: “proteger, ouvir e curar”.

Recordando que os abusos sexuais não acontecem apenas na Igreja, mas também na família, na escola, na comunidade, o Papa apelou também ao combate contra a pornografia infantil.

“Não podemos parar a nossa ação para proteger os menores e os vulneráveis e, ao mesmo tempo, combater qualquer forma de abuso sexual ou abuso de poder e consciência”, disse.

“Só escutando o sofrimento das pessoas que sofreram estes terríveis crimes podemos caminhar para a solidariedade e orientar-nos para fazermos tudo o que for possível para que o abuso não aconteça de novo”, sustenta.

A Conferência de Bispos Italianos disse na quinta-feira que recebeu denúncias de 54 vítimas de alegados abusos sexuais no interior da Igreja em 2022, envolvendo 32 alegados abusadores.

Últimas do Mundo

Yoli deixou a própria casa com as filhas depois de o medo ter tomado conta da família. Uma das crianças já não queria sair à rua e acordava de madrugada aterrorizada. O relato surge num momento em que Ceuta enfrenta uma vaga de imigração ilegal e 15 denúncias de violação, segundo fontes da Guardia Civil.
O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.
Pelo menos 2.000 pessoas morreram devido ao surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), que regista o crescimento mais rápido de sempre, segundo os dados mais recentes do Governo.
O forte sismo que abalou hoje a Colômbia causou estragos em pelo menos seis aeroportos, destruiu parcial ou totalmente habitações e provocou dezenas de feridos, levando o recém-empossado Presidente colombiano a convocar uma reunião de crise.
As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.