Certificados de aforro em máximos de 34 mil milhões de euros em outubro mas procura abranda

O total de poupanças aplicadas em certificados de aforro voltou a aumentar em outubro, para 34.017 milhões de euros, mas o ritmo de subida abrandou mantendo a tendência iniciada em junho, quando arrancou a nova série.

© D.R.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), a diferença entre entradas (novas emissões) e saídas (amortizações) de certificados de aforro resultou num saldo positivo de 39 milhões de euros.

Assim, os certificados de aforro continuam a captar um valor de poupanças superior ao que vai saindo, mas este saldo de 39 milhões de euros reflete um abrandamento se comparado com os 164 milhões de euros registados em setembro, sendo mesmo o menor valor desde junho, mês em que a série de certificados em comercialização (‘série E’) foi substituída pela ‘série F’, com uma taxa de juro mais baixa.

Os 34.017 milhões de euros aplicados em certificados de aforro no final de outubro correspondem, ainda assim, ao valor máximo de sempre na série estatística do BdP, que recua até dezembro de 1998.

Recorde-se que a taxa de juro base da ‘série F’ de certificados de aforro é de 2,5%, enquanto a série anterior (que já não pode ser subscrita) tem uma taxa de juro que pode ir até 3,5% – patamar onde se encontra atualmente por oscilar em função da evolução da Euribor.

Relativamente aos certificados do tesouro, outro dos títulos de dívida pública para os quais os particulares podem canalizar poupança, os dados mostram que o valor total continuou a cair em outubro.

No mês passado, havia 11.447 milhões de euros aplicados em certificados do tesouro, valor que traduz uma quebra face ao mês anterior (11.692 milhões de euros) e em termos homólogos (15.829 milhões de euros).

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e com os da Alemanha no prazo mais longo.
As contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam longe de estar controladas. O défice ultrapassou os mil milhões de euros em 2025 e, na última década, o Estado já foi obrigado a injetar cerca de 7,9 mil milhões de euros para manter o SNS a funcionar.
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre, 9,46 euros por metro quadrado, um aumento de 9,1%, acelerando face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.208 euros por metro quadrado em maio, mais 34 euros do que no mês anterior e 17,1% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O CHEGA apresentou um projeto de lei que prevê uma isenção de 50% em sede de IRS para portugueses emigrantes que regressem ao país e voltem a fixar residência em Portugal.
O preço do cacau nos mercados de futuros está hoje novamente acima de 5.000 dólares/tonelada (4.339 euros/t), "o nível mais alto desde janeiro", segundo o portal Trading Economics.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.
O Tribunal de Contas rejeitou hoje responsabilidades no atraso e no custo do futuro Hospital Oriental de Lisboa, diz que deu o visto em 27 dias úteis e que precisou de diversos esclarecimentos para suprir "falhas e ilegalidades".
A economia da zona euro abrandou a sua contração em junho, após dois meses em que se intensificou, num contexto de diminuição das pressões inflacionistas decorrentes do impacto da guerra no Médio Oriente, segundo o índice PMI.