C2 Capital investe 30 milhões de euros na Bluepharma e passa a acionista minoritária

A empresa de ‘private equity’ C2 Capital investiu 30 milhões de euros na Bluepharma e passou a acionista minoritária da farmacêutica, segundo um comunicado hoje divulgado.

© D.R.

“A Bluepharma e a C2 Capital estabelecem parceria, com vista a dar um impulso financeiro, que vai permitir dar seguimento aos projetos estratégicos da empresa previstos para a próxima década”, lê-se na mesma nota, que indicou que “o objetivo do investimento de 30 milhões de euros é reforçar a estratégia de Investigação e Desenvolvimento [I&D] e, consequentemente, de capacitação industrial da multinacional farmacêutica, sediada em Coimbra”.

Além disso, o investimento “irá permitir que a empresa possa prosseguir com mais solidez, o desenvolvimento dos projetos ‘Coimbra Life Sciences Park’ e CiNTech, inserido no âmbito do PRR (Plano de Resiliência e Recuperação), que pretende promover a criação e capacitação do primeiro Polo Tecnológico inteiramente dedicado a medicamentos injetáveis complexos em Portugal”.

Paulo Barradas Rebelo, presidente da Bluepharma, realçou, citado na mesma nota, que este investimento fortalece a confiança com que encaram o futuro, bem como a terceira década da Bluepharma, que “será marcada por profundas mudanças que transformarão o perfil da empresa”.

Assim, prosseguiu, “de uma empresa que se sustentou num portefólio de medicamentos genéricos para ambulatório, passará no futuro a ter uma importância crescente na área dos medicamentos oncológicos e nas estratégias terapêuticas de vanguarda, como são as terapias avançadas com enfoque no mercado hospitalar com produtos cada vez mais sofisticados e diferenciados”.

Por sua vez, André Oliveira, sócio e administrador da C2 Capital, referiu que, “a estratégia da C2, passa por investir em empresas competitivas, com capacidade permanente de desenvolver atividades de I&D e com equipas de gestão altamente qualificadas”.

Últimas de Economia

O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu, em julho, 118.021 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.240 euros por metro quadrado em julho, mais 12 euros do que no mês anterior e 15,2% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Presidente do CHEGA quer saber quantas pessoas acumulam salários e pensões, quantas reformas ultrapassam os 5000, 8000 e 15 mil euros e quanto foi pago em suplementos. Ventura rejeita qualquer caminho para cortes nas pensões e anunciou um projeto de resolução para uma auditoria à Segurança Social.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo de roubar os portugueses nos combustíveis ao cobrar “um imposto ilegal”, a contribuição rodoviária, e revelou que o partido vai chamar o ministro das Finanças ao Parlamento.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2.021 euros na gasolina 95 simples e 2.115 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.
Quase dois milhões de euros por dia chegaram à Infraestruturas de Portugal em 2025 através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos. A verba corresponde à antiga Contribuição de Serviço Rodoviário, considerada incompatível com o direito europeu em 2022.
O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.