C2 Capital investe 30 milhões de euros na Bluepharma e passa a acionista minoritária

A empresa de ‘private equity’ C2 Capital investiu 30 milhões de euros na Bluepharma e passou a acionista minoritária da farmacêutica, segundo um comunicado hoje divulgado.

© D.R.

“A Bluepharma e a C2 Capital estabelecem parceria, com vista a dar um impulso financeiro, que vai permitir dar seguimento aos projetos estratégicos da empresa previstos para a próxima década”, lê-se na mesma nota, que indicou que “o objetivo do investimento de 30 milhões de euros é reforçar a estratégia de Investigação e Desenvolvimento [I&D] e, consequentemente, de capacitação industrial da multinacional farmacêutica, sediada em Coimbra”.

Além disso, o investimento “irá permitir que a empresa possa prosseguir com mais solidez, o desenvolvimento dos projetos ‘Coimbra Life Sciences Park’ e CiNTech, inserido no âmbito do PRR (Plano de Resiliência e Recuperação), que pretende promover a criação e capacitação do primeiro Polo Tecnológico inteiramente dedicado a medicamentos injetáveis complexos em Portugal”.

Paulo Barradas Rebelo, presidente da Bluepharma, realçou, citado na mesma nota, que este investimento fortalece a confiança com que encaram o futuro, bem como a terceira década da Bluepharma, que “será marcada por profundas mudanças que transformarão o perfil da empresa”.

Assim, prosseguiu, “de uma empresa que se sustentou num portefólio de medicamentos genéricos para ambulatório, passará no futuro a ter uma importância crescente na área dos medicamentos oncológicos e nas estratégias terapêuticas de vanguarda, como são as terapias avançadas com enfoque no mercado hospitalar com produtos cada vez mais sofisticados e diferenciados”.

Por sua vez, André Oliveira, sócio e administrador da C2 Capital, referiu que, “a estratégia da C2, passa por investir em empresas competitivas, com capacidade permanente de desenvolver atividades de I&D e com equipas de gestão altamente qualificadas”.

Últimas de Economia

Os preços homólogos da produção industrial aumentaram 5,8% na zona euro e 5,6% na União Europeia (UE) em julho, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Quase metade dos europeus só consegue comprar o equivalente a um apartamento com até 50 metros quadrados, revela um novo estudo da Universidade Técnica de Viena, que inclui o mercado de habitação português entre os "sistematicamente inacessíveis".
A escalada do petróleo nos mercados internacionais ameaça provocar uma subida de 14 cêntimos por litro no gasóleo e de sete cêntimos na gasolina.
Os novos contratos de empréstimos para habitação aumentaram 166 milhões de euros em julho, para 2.345 milhões de euros, atingindo o valor mais elevado da série, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo, para 1,59%, tendo o montante de novas operações de depósito atingido um máximo histórico, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.
A taxa de inflação anual na zona euro acelerou 1,3 pontos percentuais em agosto, face ao mesmo mês de 2025, para 3,3%, sobretudo devido aos preços da energia, com Portugal a registar 3,6%, acima da média.