Recibos verdes no Estado atingem em junho valor mais alto desde 2011

O número de trabalhadores a recibos verdes na administração pública totalizou 18.707 no final do primeiro semestre, sendo o mais alto desde o início da série, que começa em 2011, segundo o boletim estatístico divulgado hoje.

© Folha Nacional

 

Segundo os quadros que acompanham o Boletim Estatístico do Emprego Público (BOEP), o número de prestadores de serviços (recibos verdes) na administração pública no final de junho aumentou 9,2% face ao mesmo período de 2022 e registou uma subida de 16% em relação a dezembro de 2022.

Do total de recibos verdes, 9.994 estavam com contrato de tarefa e 8.713 com avença.

O boletim realça que os contratos de prestações de serviços no primeiro semestre “foram celebrados maioritariamente (60,1%) na modalidade de tarefa”.

“Esta modalidade predominou nas entidades da administração central, enquanto nas entidades da administração regional da Madeira e da administração local foi maior o número de prestadores de serviços com contratos de avença (55,0% e 58,9% do total, respetivamente)”, pode ler-se no BOEP.

Na administração central, onde os prestadores de serviços aumentaram 11% em termos homólogos, para 10.585, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social detinha no final de junho o maior número de recibos verdes (6.540), seguido pelo Ministério de Justiça (1.087) e pelo Ministério da Economia e do Mar (736).

Na administração regional e local o número de prestadores de serviços era em junho de 8.122, representando uma subida homóloga de 6,9% e de 3,9% face a dezembro de 2022.

Últimas de Economia

O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.