Concluído túnel do metro de Lisboa que liga futuras estações da Estrela e Santos

O túnel do metropolitano de Lisboa que vai unir as futuras estações da Estrela e de Santos já está concluído, faltando a ligação ao Cais do Sodré, prevendo-se a conclusão total da obra no primeiro trimestre de 2025.

© D.R.

As previsões foram feitas esta tarde durante uma visita às obras da futura estação da Estrela, localizada no antigo Hospital Militar, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro.

No subsolo e, após uma breve explicação sobre as obras que estão em curso no âmbito da nova linha Circular, os governantes percorreram as poucas centenas de metro de túnel que vão ligar as futuras estações da Estrela e de Santo, cuja empreitada já está concluída.

A próxima fase será a conclusão do túnel que ligará a estação de Santos à do Cais do Sodré, fechando o anel de uma ligação que começará a partir do Campo Grande (início da atual linha Amarela).

O Metropolitano de Lisboa prevê inaugurar a linha Circular no primeiro trimestre de 2025 (a previsão inicial era no final de 2024), num investimento estimado de 330 milhões de euros.

No final da visita, em declarações aos jornalistas, o ministro do Ambiente destacou a importância da obra e projetou alguns números relativos às viagens previstas.

“No primeiro ano de funcionamento nós queremos conquistar 12 milhões de novas viagens. Esta é uma peça central no complexo sistema de mobilidade na principal área metropolitana do país onde vivem cerca de 2,9 milhões de pessoas”, afirmou o governante.

Fazendo menção a outras obras, também já previstas no plano de expansão e modernização do metro de Lisboa, como o alargamento da linha Vermelha (mais quatro estações) e a construção da linha Violeta (Odivelas — Loures), Duarte Cordeiro sublinhou o impacto que estes investimentos terão no ambiente.

“O impacto ambiental de todas estas obras é muito impressionante. As três novas linhas de metro vão evitar um total de 41 mil toneladas de dióxido de carbono e permitirão mais 45 milhões de viagens em transporte coletivo”, indicou.

No início de dezembro, o Metropolitano de Lisboa aprovou a adjudicação da conceção e construção da extensão da Linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara à Mota-Engil — Engenharia e Construção e à Spie Batignolles Internacional, por quase 321,9 milhões de euros (mais IVA).

Em mais cerca de quatro quilómetros da linha, com início no aeroporto de Lisboa, estão projetadas quatro novas estações — Amoreiras/Campolide, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara –, e esta última fará a ligação à futura Linha Intermodal Sustentável (Lios Ocidental), promovendo a ligação ao concelho de Oeiras.

No caso da linha Violeta, que ligará num sistema de metro ligeiro de superfície os concelhos de Odivelas e Loures, o concurso para a construção deverá ser lançado durante o início deste ano, segundo perspetivou esta terça-feira o ministro do Ambiente e da Ação Climática.

A linha Violeta, que deverá estar concluída no segundo semestre de 2026, contará com um total de 17 estações e cerca de 11,5 quilómetros de extensão.

No concelho de Loures serão construídas nove estações que servirão as freguesias de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Frielas, numa extensão de 6,4 quilómetros.

Já no concelho vizinho de Odivelas serão construídas oito estações para servir as freguesias da Póvoa de Santo Adrião e Olival de Basto, Odivelas, Ramada e Caneças, numa extensão total de 5,1 quilómetros.

O investimento previsto é de 527,3 milhões de euros.

Na sua intervenção esta tarde, Duarte Cordeiro disse ainda que estão previstos até 2030 novos investimentos na área dos transportes e da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, aproveitando o novo quadro comunitário, destacando a extensão da linha do metro sul do Tejo até à Caparica (concelho de Almada) e a construção do sistema de transporte ligeiro que ligará a linha Vermelha do metro ao concelho de Oeiras.

O prolongamento das linhas Amarela e Verde, tendo em vista a linha circular, tinha em 2018 um investimento de 210 milhões de euros, tendo, entretanto, subido para 331,4 milhões de euros cofinanciados em 137,2 milhões de euros pelo Fundo Ambiental, em 103 milhões de euros pelo Fundo de Coesão, através do POSEUR — Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e em 91,2 milhões de euros pelo Orçamento do Estado.

Últimas do País

A Barragem do Caia, em Elvas, no distrito de Portalegre, concluiu as descargas à superfície e de fundo, que terão libertado "entre 20 a 25 milhões de metros cúbicos" de água, revelou hoje fonte da entidade gestora.
No pavilhão do Souto da Carpalhosa, em Leiria, chegaram a estar 26 desalojados por causa da depressão Kristin. Hoje, ainda há 12 pessoas, entre elas Filomena e Vitor, há quase três semanas à espera de dias melhores.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penela estima prejuízos de 500 mil euros na sequência das recentes tempestades, disse hoje à agência Lusa o presidente da instituição, que lamentou a falta de respostas para estas organizações.
Mais de metade das 232 intoxicações medicamentosas voluntárias de jovens registadas nos últimos seis anos na Urgência Pediátrica da ULS Santa Maria ocorreu em 2024 e 2025 e a maioria foi feita com medicamentos disponíveis em casa.
A administração do hospital de Portalegre abriu um inquérito interno a uma enfermeira suspeita de ter agredido e insultado uma utente, a bordo de uma ambulância, quando se deslocava para um hospital em Lisboa, para realizar exames.
A PSP deteve mais de 1.000 pessoas, cerca de metade por crimes rodoviários, e apreendeu 40.402 artigos de pirotecnia durante a operação Carnaval em Segurança 2026, anunciou a polícia.
Viseu tem prejuízos superiores a 2,5 milhões de euros (ME) na sequência do mau tempo e o presidente da Câmara disse hoje que quer integrar a lista de municípios em calamidade para ter apoio do Governo.
Um sismo de magnitude 4,1 na escala de Richter com epicentro em Alenquer, no distrito de Lisboa, foi registado ao início da tarde hoje pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os agricultores do Alentejo declararam 75,8 milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo, desde 29 de janeiro e até hoje, revelou à agência Lusa fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento regional (CCDR).
A GNR, com a cooperação da Guardia Civil espanhola, desmantelou na quarta-feira uma rede organizada de tráfico de droga com ramificações internacionais e deteve 20 pessoas nos concelhos de Mafra, Sintra, no distrito de Lisboa, e em Setúbal.