Parlamento aprova audições de ministra do Trabalho e ACT sobre Global Media

A Comissão parlamentar de Trabalho aprovou hoje as audições da ministra do Trabalho e da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) sobre situação laboral na Global Media, onde decorrem despedimentos e não foram pagos salários.

© Folha Nacional

Os requerimentos do PCP e do BE para audição da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão (em conjunto com a Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto) foram aprovados por unanimidade.

O requerimento do BE pedia também a audição da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que também foi votada favoravelmente.

Hoje está a decorrer no parlamento a audição das direções demissionárias do Jornal de Notícias, da TSF, d`O Jogo e do Dinheiro Vivo.

Recentemente, acionistas e comissão executiva da Global Media têm trocado acusações e ameaças, enquanto decorre um processo de despedimento de 150 a 200 pessoas, os trabalhadores estão sem receber o salário de dezembro e o subsídio de Natal e os jornalistas em prestação de serviços estão sem os pagamentos que lhes são devidos.

Na terça-feira, numa `newsletter` interna, a Comissão Executiva do Global Media Group, liderada por João Paulo Fafe, acusou os outros acionistas de protagonizarem situações “ética e moralmente condenáveis”, que contribuíram para a situação atual da empresa de media.

A Comissão Executiva diz que, desde que entrou em funções, “raro é o dia” em que não é apanhada “de surpresa por factos e procedimentos que fizeram parte deste grupo ao longo dos últimos anos e que, sem margem para dúvidas, roçam a fronteira daquilo que pode ser considerada uma gestão pouco transparente e irresponsável”.

Afirmou também que se tem deparado diariamente “com uma situação financeira muito difícil, e que a `due dilligence` [investigação] que previamente foi levada a cabo não refletiu de todo”.

“A realidade em que de facto vive o Global Media Group, nomeadamente tanto a nível de dívidas a fornecedores como a receitas bem abaixo do que nos era assegurado, e ainda a procedimentos internos verdadeiramente à margem da lei, obrigou-nos a ter de promover um plano de reestruturação que, além da necessária contenção de despesas e da racionalização de meios, implica, por muito que isso nos possa custar, um claro `emagrecimento` a nível de trabalhadores”, lamentou a gestão do grupo de `media`.

A gestão disse ainda que o fundo de investimento World Opportunity Fund (WOF) detém 51% de duas empresas, Palavras Civilizadas e Grandes Notícias, “onde os acionistas Marco Galinha e António Mendes Ferreira são detentores dos restantes 49%”.

“Por sua vez, estas duas empresas possuem 50,25% da Global Media”, assegurou, indicando que “de facto, o WOF tem uma participação indireta em redor de 26,0% no GMG”, sendo que, destacou, o capital social do GMG é ainda “detido em 29,35% pelo acionista Kevin Ho, e 20,40% pelo acionista José Pedro Soeiro”.

Na semana passada, os acionistas Marco Galinha, Kevin Ho, José Pedro Soeiro e Mendes Ferreira afirmaram que foi o “manifesto incumprimento” de obrigações pelo World Opportunity Fund que impediu o pagamento de salários aos trabalhadores.

Os trabalhadores do grupo Global Media estarão em greve no dia 10 de janeiro, em protesto pelos atrasos no pagamento de salários, entre outras reivindicações.

Últimas de Política Nacional

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo quer aprovar a versão final do PTRR no início de abril e o envelope financeiro só será definido após o período de auscultação nacional.
O CHEGA/Madeira apresentou um voto de protesto na Assembleia Legislativa regional pelas declarações do líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, Hugo Soares, no âmbito do debate sobre o subsídio social de mobilidade realizado na quarta-feira.
O CHEGA propôs a revisão do regime jurídico do uso de armas de fogo, defendendo o alargamento das situações em que os agentes podem disparar, nomeadamente para travar suspeitos de crimes graves, armados ou a atuar em grupo. A iniciativa foi, contudo, chumbada com os votos contra de PSD, PS e Iniciativa Liberal.
O presidente do CHEGA sustenta que a polícia tem de poder agir sem receio quando está em causa a segurança dos cidadãos, e acusa o sistema de desproteger quem protege.
O uso de armas de fogo pelas forças de segurança poderá passar a ser permitido em mais situações do que as atualmente previstas na lei. É essa a proposta apresentada pelo CHEGA, que pretende rever profundamente o regime jurídico em vigor desde 1999.
O líder do CHEGA apontou falhas graves na resposta às tempestades e responsabilizou o Executivo por atrasos, descoordenação e decisões que deixaram populações entregues a si próprias.
Um dos maiores escândalos sexuais e de poder da última década volta a ecoar em Portugal. O CHEGA quer saber se o tentáculo da rede de Jeffrey Epstein alguma vez tocou o país e exige que todas as eventuais ligações portuguesas sejam investigadas até às últimas consequências.
O primeiro-ministro regressa esta quinta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá centrar-se na resposta do Governo às consequências do mau tempo e que foi adiado por duas vezes na semana passada.
Entre devoluções e penalizações que rondam os 85 mil euros, o vereador do PSD permanece no executivo da Maia. O presidente da Câmara reafirma a confiança política.
A vítima não deve ser obrigada a sair de casa para se proteger do agressor. É este o princípio que sustenta o novo projeto de lei apresentado pelo CHEGA, que pretende permitir o afastamento imediato dos suspeitos de violência doméstica, mesmo antes de decisão judicial definitiva.