Fenprof contesta estudo e diz que inicio do ano letivo é exemplo da falta de professores

A Fenprof discorda do estudo que conclui que a dificuldade em substituir professores de baixa é o principal motivo para os casos de alunos sem aulas, lembrando que o ano letivo começou com falta de docentes nas escolas.

© Facebook FENPROF

“Logo no inicio do ano, a 01 de setembro, faltam professores em escolas. Podia dizer que na lista ainda há professores para essas disciplinas, mas são professores que moram em Viana do Castelo, em Braga, em Vila Real e que têm os horários em Lisboa ou no Algarve, onde é proibitivo serem colocados porque não têm sequer um salário que lhes permita isso”, disse à Lusa o líder da Fenprof, Mário Nogueira.

O responsável reagia ao estudo do ISCTE e lançado hoje pelo Edulog (um think tank da Fundação Belmiro de Azevedo direcionado para a área de Educação), segundo o qual não há falta de professores para as colocações permanentes e anuais, mas sim dificuldade em substituir docentes de baixa.

Ressalvando ainda não ter lido o estudo completo, Mário Nogueira disse discordar deste princípio: “Se assim fosse, as carências surgiam apenas ao longo do ano e isso não é verdade”, afirmou Mário Nogueira, referindo que, neste momento, o número de alunos sem todos os professores ronda os 40.000 a 45.000, “bastante inferior ao do início do ano, em que ultrapassava os 100.000”.

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