PSD rejeita equiparação do suplemento da PJ às restantes Forças de Segurança

O PSD, ao contrário do CHEGA, rejeita igualar o suplemento de missão para as carreiras da PJ, que pode representar 700 euros por mês às restantes Forças de Segurança.

© Partido Social Democrata

Recorde-se que o CHEGA, através do seu Presidente, já prometeu que, assim que chegar ao Governo, vai equiparar o suplemento recebido pela PJ aos demais profissionais que prestam serviço nas Forças de Segurança. Isso mesmo também se encontra inscrito no seu programa eleitoral, tendo sido também recentemente anunciado em reuniões com sindicatos representantes destas forças.

Como referiu recentemente André Ventura aos jornalistas, o CHEGA vai propor “a equiparação dos suplementos atribuídos, justamente, à PJ, permitindo que também forças como a PSP, a GNR e o Corpo da Guarda Prisional beneficiem deste suplemento, porque a sua tarefa é igualmente de grande risco e porque o seu trabalho é natural e consecutivamente desenvolvido sob grande risco”.

Sobre este tema, André Ventura acrescentou ainda que “não fazer isto é cavar um fosso de desigualdade, de discriminação e de potenciação de conflitos” que é importante travar nas Forças de Segurança.

O CHEGA tem apresentado diversas propostas no Parlamento para dignificar estes profissionais, passando não só por garantir meios adequados para poderem levar a cabo a sua missão, mas também pela valorização das suas carreiras.

A contestação tem juntado, em diversos locais, elementos de várias Forças de Segurança, tendo tido início após o Governo ter aprovado, em 29 de novembro, o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da PJ, que, em alguns casos, pode representar um aumento de quase 700 euros por mês.

Últimas de Política Nacional

O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".
O CHEGA/Açores apresentou dois requerimentos no parlamento açoriano a questionar o Governo Regional sobre "a exclusão" dos agricultores açorianos de apoios extraordinários aprovados pela República e sobre "a falta de limpeza" no Porto dos Carneiros, na Lagoa.
A consultora Wise Healthcare Solutions (WiseHS), fundada por Eurico Castro Alves, ex-secretário de Estado da Saúde do PSD e antigo presidente do Infarmed, apresentou à sociedade portuguesa de canábis medicinal Sync Nature um empresário brasileiro condenado por tráfico de cocaína e apontado pelas autoridades brasileiras como elemento ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas da América Latina.
O CHEGA/Açores pediu esclarecimentos ao Governo açoriano sobre "a verdadeira dimensão" do consumo de álcool entre os jovens, alertando para "o aparecimento de casos cada vez mais precoces" de dependência alcoólica, foi anunciado.
Ventura referiu que o CHEGA deu margem ao PSD para mudar o pacote laboral, acreditando que o partido pudesse afastar-se “dos velhos vícios políticos”.
O CHEGA reclamou hoje uma "grande vitória" na revisão constitucional e considerou haver condições para alterar a Lei Fundamental, após o acordo com o PSD que estima a conclusão do processo até ao final da próxima sessão legislativa.
O CHEGA vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo Governo para legislar por decreto sobre a criação da Prestação Social Única, anunciou o líder do partido, defendendo uma "discussão aprofundada" no parlamento sobre este tema.