Estado Islâmico reivindicou mais de 14 ataques na Rússia desde 2015

O Estado Islâmico (EI) tem um histórico de ataques na Rússia como o de sexta-feira em Moscovo, reivindicando ações neste país desde 2015, incluindo assassinatos de polícias, matanças em igrejas, bombas num supermercado e múltiplos tiroteios.

© D.R.

 

Segundo números recolhidos pela EFE, o EI reivindicou ou foi responsável por pelo menos 14 ataques na Rússia entre 2015 e 2019, último ano em que se registou uma ação sua até à de sexta-feira na capital russa, em que pelo menos 133 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas.

O atentado da sala de concertos Crocus City Hall, prontamente reivindicado pelo EI, é o mais mortal contabilizado até hoje, segundo cronologia da EFE:

2015 – Em 19 de dezembro, no primeiro ataque reivindicado pelo EI em solo russo, um homem disparou contra 11 turistas e matou um deles enquanto visitavam a aldeia de Naryn-Kala de Derbent, na República do Daguestão.

2016 – Em 17 de agosto, dois homens atacaram um polícia com armas e machados num posto de controlo de trânsito do subúrbio moscovita de Balashija, e foram abatidos pelos agentes. Um polícia ficou gravemente ferido. O ataque foi reivindicado pelo EI.

Em 23 de outubro, dois homens disparam contra um polícia que inspecionava o seu carro em Nizhni Novgorod, que ripostou e matou os dois atacantes. O EI reivindicou o ataque, afirmando que eram dois “soldados do Estado Islâmico”.

Em 17 de dezembro, dois supostos militantes do EI apunhalaram um polícia em Grozni, Chechénia, e usaram a sua arma e um carro roubado para matar três polícias. Embora o EI não tenha reivindicado a ação, o Departamento de Estado dos EUA afirma que os autores foram recrutados por um comandante do Daesh na Síria e foram publicados vídeos em que eles juravam lealdade ao grupo.

2017 – Em 24 de março, um grupo de supostos afiliados ao EI atacou um posto da Guarda Nacional Russa em Grozni, resultando na morte de seis soldados e seis atacantes. O EI não reivindicou, mas os EUA atribuíram-lhe o ataque.

Em 4 de abril, dois polícias russos morreram em tiroteio na cidade sul de Astrakhan, uma ação reivindicada pelo EI.

Em 19 de agosto, um jovem de 19 anos da cidade siberiana de Surgut caminha pelas ruas com uma faca e fere sete pessoas, antes de ser abatido pela polícia. O ataque, reivindicado pelo EI, ocorreu no dia seguinte a outros similares na Finlândia e na Alemanha, onde várias pessoas foram esfaqueadas.

Em 27 de dezembro, uma explosão ocorreu num supermercado da cadeia Perekriostok de São Petersburgo, com cerca de 20 feridos. A bomba não causou danos graves ao edifício. O EI reivindicou o ataque.

2018 – Em 08 de fevereiro, um homem armado dispara indiscriminadamente no exterior de uma igreja da localidade de Kizliar contra uma multidão de pessoas que celebravam a festa russa da Másletnisa, semelhante ao Carnaval. Cinco pessoas morrem e outras cinco ficam feridas. Reivindicado no mesmo dia pelo EI.

Em maio, o EI reivindica três ataques: um em Neftekamsk, outro em Nizhny Novgorod e um terceiro no Daguestão. Afirma que foram atacados polícias e um santuário sufi, sem vítimas mortais.

Em 31 de dezembro, uma explosão num edifício de habitação na cidade russa de Magnitogorsk, nos Urais, deixa 39 mortos. No momento da tragédia, acreditava-se que o edifício se desmoronou devido a uma explosão de gás, mas dias depois o EI reivindicou sua autoria afirmando que tinha matado 39 “cruzados” russos.

2019 – Em 08 de abril, uma explosão em Kolomna, perto de Moscovo, foi reivindicada pelo EI, sem registo de vítimas.

Em 01 de julho, um homem mata um polícia com uma faca num posto de controlo no distrito checheno de Achkhoy-Martonovsky. O polícia matou o agressor. O EI reivindicou o ataque.

Últimas do Mundo

O Parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede ao primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, para se demitir ou, pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.
Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.
As autoridades francesas emitiram esta quinta-feira avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu hoje a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Três quartos do território francês vão estar em alerta máximo devido à onda de calor na quinta-feira a partir das 12h00 (11h00 em Lisboa), anunciou hoje o serviço meteorológico francês.
Investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram três subtipos diferentes da pneumonia grave, o que pode ajudar a desenvolver tratamentos personalizados para os doentes, segundo um estudo divulgado na terça-feira.
Pelo menos 94 milhões de pessoas na Europa deverão sentir hoje temperaturas acima dos 35° Celsius, segundo os dados levantados pela agência de notícias AFP, com a maioria dos afetados em França e Espanha.
Quase 70 mil pessoas estão hoje sem eletricidade no departamento francês de Finistère (oeste) devido a uma avaria num transformador, provocada pelas altas temperaturas, num dia em que são esperados novos recordes de temperatura.