Autoeuropa melhora pré-acordo de empresa para os próximos três anos

A Comissão de Trabalhadores e a administração da Autoeuropa chegaram hoje a um novo pré-acordo de empresa válido para os próximos três anos, que prevê aumentos de 6,8% e outras melhorias em relação ao pré-acordo de 09 de março.

© D.R.

 

O anterior pré-acordo não chegou a ser votado pelos cerca de 5.000 trabalhadores da fábrica de automóveis da Volkswagen da Autoeuropa face a algumas reações adversas nos plenários, o que levou a Comissão de Trabalhadores a pedir nova ronda negocial, que resultou no novo pré-acordo, hoje anunciado.

O pré-acordo agora alcançado prevê um aumento salarial de 6,8%, tal como o anterior, mas assegura um aumento das percentagens dos aumentos mínimos para os próximos dois anos, que passam a ser de 2,6% em 2025 e 2026, (antes eram de 2% em 2025 e 2,3% em 2026).

O documento estabelece ainda que os aumentos a aplicar em 2025 e 2026 terão um valor mínimo de 50 euros ou 0,6% acima da inflação média do ano anterior, e mantém a majoração do prémio de objetivos anual até 50%, o que significa que cada colaborador poderá receber adicionalmente até um salário e meio em 2024, além de um prémio único a atribuir em 2025, pelo lançamento de um novo modelo que será produzido na fábrica da Volkswagen, em Palmela, no distrito de Setúbal.

O comunicado da Comissão de Trabalhadores salienta também que todos os trabalhadores vão ter um aumento mínimo de 200 euros no salário base até ao início de 2025, sendo que esse valor também se repercute nos subsídios de turno e nos complementos pagos pelo trabalho ao fim de semana.

Também em comunicado, a administração sublinha a importância de um acordo a três anos para a estabilidade da empresa e para a transição da fábrica da Volkswagen para o futuro, numa altura em que se verificam grandes mudanças no setor automóvel a nível mundial.

O novo pré-acordo deverá ser votado pelos trabalhadores nos dias 01 e 02 de abril, segunda e terça-feira, da próxima semana.

No ano passado, a Volkswagen Autoeuropa, um dos maiores exportadores nacionais, produziu um total de 220.100 automóveis T-Roc, único modelo em produção na fábrica de Palmela.

De acordo com o grupo alemão Volkswagen, o T-Roc foi o terceiro carro mais vendido na Europa em 2023.

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A inflação deverá acelerar este ano para 3,2%, num contexto de subida de preços dos combustíveis impulsionado pela guerra no Médio Oriente, estima o Conselho das Finanças Públicas (CFP).
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação da energia atinja um pico no final de 2026 e diminua significativamente em 2027, foi hoje anunciado.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, mais 14 euros do que no mês anterior e 14,7% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.